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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Prefeitura já arrecadou R$ 936 mil da Taxa de Limpeza pública que irá devolver.



A prefeitura estipulou um cronograma de devolução da “taxa de limpeza pública” que, “descobriu-se” agora, tratar-se de uma cobrança indevida.  Em principio a devolução se dará dos valores que acaso os contribuintes tenham pago, referentes ao exercício de 2013. Referente aos anos anteriores, não se falou. Provavelmente, o contribuinte que quiser reaver aqueles valores tenha de recorrer a Justiça. Por outro lado, a prefeitura pode alegar que o serviço de limpeza foi prestado mediante comprovantes de contratação de serviço de capina que era realizada uma vez por ano.

Em 2011, com uma previsão de arrecadação de R$ 820.050,00, a prefeitura reteve no seu caixa, R$ 1.061.581,11, a titulo de “taxa de limpeza urbana”.  Em 2012, estimou que arrecadaria R$ 1.156.120,00, arrecadou R$ 989.883,54.  Já para este ano, o orçamento do município tinha como estimativa de receita a titulo desta rubrica, R$ 1.453.000,00. Até fevereiro arrecadou R$ 936.862,47.  Agora se dispõe a devolver esta valor.  Certamente, a totalidade dos contribuintes que já fizeram o pagamento não irá no caixa da prefeitura para receber o dinheiro. De qualquer maneira, se houver um número considerável de contribuintes que busquem a sua restituição, haverá também uma redução importante da receita já arrecadada ou prevista para arrecadar no corrente ano a partir desta rubrica.

O fato da prefeitura não ter amparo legal para arrecadar a “taxa de limpeza pública”, haja visto que, de acordo com as leis que regulam a propriedade urbana, a responsabilidade pela limpeza ser do proprietário de cada terreno, não é o mais relevante.  O pior disso é saber que a prefeitura arrecadava todo o ano em torno de R$ 1 milhão e não prestava um serviço adequado de capina e limpeza pública.   Aliás, seria de bom alvitre se fosse tornado público o quando a prefeitura gastou nos ultimos anos, em cada ano, com a contratação de serviço de capina que realizava uma vez por ano na cidade.  Ou é de se acreditar que o total do valor arrecadado do Codigo 37, do carnê do IPTU,  era aplicado, efetivamente, na limpeza pública?

Cai a arrecadação de IPTU de Estância Velha


A prefeitura de Estância Velha, já arrecadou, no primeiro bimestre de 2013, 72,92% do valor total do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) previsto para este ano. De uma estimativa de R$ 6 milhões, a prefeitura arrecadou até fevereiro, R$ 4.375.470,38.  O valor é menor que o arrecadado no mesmo período em 2012 (4.892.355,83) e também menor que o valor arrecadado em 2011 (R$ 4.487.742,14).

Não obstante, a queda na arrecadação do IPTU, a arrecadação total do município no primeiro bimestre deste ano apresentou um crescimento de  6,40% em relação ao mesmo período do ano passado. Em janeiro a arrecadação atingiu R$ 13.105.940,38, em fevereiro, R$ 6.960.914,94.  A arrecadação a maior em janeiro é devida, principalmente, a entrada de recursos oriundos do IPTU pago a vista pelos contribuintes, nos meses seguintes há uma queda substancial.

Saúde continua sendo a área que mais gera horas-extras na prefeitura


Gastos com horas-extras na prefeitura de Estância Velha, continuam altos.  Esta é a impressão que se observa na análise do relatório de despesas do primeiro bimestre da “nova” administração do prefeito Waldir Dilkin (PSDB).  Em 2011, a rubrica de “serviços extraordinários” foi responsável por 3,64% do total das despesas do município, num valor total de R$ 2.713.187,80.  Apenas a secretária da Saúde foi responsável por R$ 1.631.006,58 de horas-extras, ou seja, 60,11% do total do município.

No primeiro bimestre deste ano como “serviços extraordinários” foram apontados R$ 350.146,08 pela prefeitura. Deste valor, R$ 209.545,28 (59,84%) dizem respeito a secretaria da Saúde.  Por esta conta, é de se estimar que, neste ano, o valor gasto com horas-extras pela prefeitura, não fique abaixo de R$ 2,1 milhões.  Valor este não distante do registrado nos dois anos anteriores (em 2011 horas-extras responderam por R$ 2.242.615,87).  Já a área da saúde, sempre com um quadro deficiente – embora as horas-extras não sejam, na sua totalidade decorrentes disso –, deve continuar como o setor que registrará maior volume deste tipo de despesa com recursos humanos.

Via de regra, despesa com horas-extras, não significa apenas aumento da demanda de serviços. Porém, se as horas-extras forem resultado do deficit de pessoal, podem também comprometer a qualidade destes serviços, ainda mais, quando a carga maior ocorre na área da saúde.   A não ser que a questão seja, antes, seja resultado de gestão deficitária e falta de controle de recursos humanos. 

Austeridade na condução do Legislativo, deve proporcionar uma economia de 25% este ano


A disposição do atual presidente do Poder Legislativo de Estância Velha, Lotário Saci Sevald (PSB), em controlar e disciplinar os gsastos da Câmara este ano, pode já ser notado no relatório das despesas do primeiro bimestre 2013.  O gasto foi de R$ 175.560,55.  Tal valor proporciona que se considere uma estimativa total de R$  1.053.363,30 como despesa da Câmara de Vereadores para este exercício.  Considerando que o gasto médio/anual do mandato passado, foi de R$ 1.408.107,60, a gestão de Saci já estaria conseguindo uma economia, neste ano, de 25,19% em relação a média de gastos realizada no mandato passado.

Conter o ímpeto perdulário do Poder Legislativo não é fácil. Exige determinação de quem esta na direção da Casa.  Agora, por exemplo, uma outra iniciativa esta em discussão sem que haja unanimidade em torna dela, por mais que seja uma medida moralizadora e que ajudaria a dar outro lustro a imagem do Legislativo: é o caso de acabar com a “engenharia” de atestados de vereadores titulares para dar vaga – na maioria das vezes, apenas para ser empossado para uma única sessão – para os suplentes.   Gerando isso uma despesa extra aos cofres públicos, visto que titular em licença e suplente que assume recebem igualmente.

Para reduzir um pouco este “esquema” discute-se que o suplente seja remunerado pelos dias de atestado do titular.  Assim, se o titular apresentar o atestado apenas um dia antes da sessão, o suplente ganhará apenas pelo número de dias que a “saúde” do titular estiver em recuperação ou tratamento, impedindo-o do exercício das suas funções legislativas, para as quais foi eleito.  Parece razoável e racional.  Mas razoabilidade e racionalidade não é artigo muito em uso no Legislativo em se tratando do uso dos recursos públicos.  Então, há uma corrente forte na Câmara que não quer saber desta proposta e quer que permaneça tudo como “dantes no quartel de Abrantes”.  Ou seja, vigindo o “esquema”.

A proposta de Saci já esta sendo emendada, porém, nenhum vereador vem de publico manifestar extamente o que pensa.  O que se espera é que na sessão desta terça-feira o tema seja debatido em plenária de forma razoável.  Estipular que o vereador suplente perceba remuneração pelos dias conforme apresentar o titular para sua ausência, é o mais razoável, embora ainda tal preceito possa servir para artimanhas que tornem a situação não muito diferente da atual.  É certo que já se exigira uma “engenharia” maior para “esquematizar o esquema” haja visto ser necessário um diagnóstico que justifique o número de dias preconizado no atestado médico.  Aliás, esta ai um outro elemento que se poderia juntar a proposta moralizadora: que o atestado médico contivesse o diagnóstico que o motivou.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

TCE-RS emite parecer desfavorável às contas do prefeito de Estância Velha

TCE-RS emite parecer desfavorável às contas do prefeito de Estância Velha 
Data de Publicação: 10/04/2013 12:21
Foto Noticia
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), em sessão da 1a Câmara realizada nesta terça-feira (09), emitiu parecer prévio desfavorável às contas de 2011 do prefeito de Estância Velha, José Waldir Dilkin. A matéria será examinada pela Câmara Municipal a quem cabe a palavra final.
Seguindo o voto do relator do processo, conselheiro Marco Peixoto, o TCE-RS determinou, ainda, o ressarcimento aos cofres do município de R$ 20.641,54, débito originado em irregularidades como o pagamento de horas extras e gratificações a servidores cedidos para outros órgãos e auxílio financeiro para qualificação de funcionários, em desacordo com as normas que regem a matéria. O prefeito também foi multado em R$ 1,5 mil, valor máximo estipulado em lei estadual, por inobservância de normas administrativas.
Da decisão cabe recurso em até 30 dias a contar da publicação no Diário Eletrônico do TCE-RS. Acesse aqui o relatório e voto.

João Silvestre - Assessoria de Comunicação Social

TCE-RS aprova as contas do ex-prefeito de Novo Hamburgo

TCE-RS aprova as contas do ex-prefeito de Novo Hamburgo, mas determina ressarcimento de valores 
Data de Publicação: 24/04/2013 17:02
Foto Noticia
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), em sessão da 1a Câmara, realizada nesta quarta-feira (24), emitiu parecer favorável à aprovação das contas de 2009 do ex-prefeito de Novo Hamburgo, Tarcísio Zimmermann. No entanto, o ex-gestor terá que ressarcir os cofres do município em R$ 148.968,22.

Seguindo o voto do relator da matéria, conselheiro Marco Peixoto, o TCE-RS determinou débito ao ex-prefeito em decorrência de itens apurados no trabalho de auditoria, como concessão irregular de reajuste em contrato e ausência de prestação de contas de dois auxílios concedidos. Zimmerman também foi multado em R$ 1,5 mil, valor máximo definido em lei estadual, por inobservância das normas constitucionais e legais reguladoras da gestão administrativa

Da decisão cabe recurso em até 30 dias a contar da publicação no Diário Eletrônico do TCE-RS. Acesse aqui o relatório e voto.

As despesas da Câmara por credores no 1º Bimestre de 2013


quinta-feira, 25 de abril de 2013

A escolha pelo apodrecimento.


Em se tratando da saúde, a realidade do município piora a cada dia. A coisa esta de tal maneira que a questão não é dificuldade de se contratar médicos para atuar no serviço de saúde do municipio, mas sim que mesmo aqueles que, concursados ou contratados, já fazem uma carga horária e atendimento do antigo INAMPS, estão abandonando o barco.

O plantel de “especialidades médicas”, embora disponível apenas para consultas e acompanhamento, está se desfazendo.    A rede de postos de saúde é uma invenção feita de médicos de semana, ou no máximo mês. O que encarece o sistema como um todo pois compromete a resolutividade, geram mais exames, retarda diagnósticos e aumenta a demanda por medicação da Farmácia Básica Municipal.

 Os programas de saúde só existem pelo esforço de alguns poucos profissionais que insistem numa proposta de política de saúde publica que a administração desconsidera, desconhece e quer enterrar por que sai mais caro fazer, hoje, a saúde que o município tinha antes do inicio deste século.  É uma mentalidade do atraso, um conceito medieval de saúde publica.

Na inépcia total de quem esta à frente da gestão da saúde do municipio, recorrem a uma invenção chamada Equipe Diretiva ou  Grupo Gestor.  Onde a "equipe" ou "grupo" só decide após a palavra final do gestor, da secretária de saúde. Ou seja, é uma invenção mesmo.  No fundo, querem deixar o cidadão sem saber a quem recorrer quando precisar ou reclamar dos serviços de saúde deficitários.

A coisa esta “solta”, largada.  A situação é uma gosma que só não desanda mais pelo profissionalismo de alguns servidores que ainda não desistiram de tudo.  Outro dia, ao ser instigado a fazer alguma coisa um servidor setenciou: “eu vou tentar fazer corretamente o que as atribuições do meu cargo exigem, pois, até isso, fazem de tudo para dificultar que a gente faça".  Outro foi mais trágico: "Infelizmente, temos que esperar que esta gestão apodreça de vez".  Para ele, "toda a população que já esta sofrendo, perderá e sofrerá ainda mais, mas desta administração, não espero mais nada que não que tudo apodreça".  Um cidadão disse: "É o que “eles” querem e estão trabalhando para isso”. Referia-se aos que compõe o governo municipal. 

Duro ouvir isso. Retrato de um desalento total.  Fizemos por merecer? É possível.  O que resta agora, se a maioria, dentro do processo eleitoral, ao não votar na proposta que se afirma “estar apodrecendo o sistema de saúde”,  ajudou a reelegê-la? Será que esta realidade não foi notada antes?  Ou será, que as opções eram tão ruins que restou a alternativa de ficar com o que já era ruim mas se conhecia a ruindade?

“A democracia é o pior dos regimes de governo, exceto todos os outros”, teria afirmado Wiston Churchil, Primeiro Ministro da Inglaterra, no período da 2ª Guerra Mundial.  De fato, tal é a realidade que por pior que seja a democracia que nos leva a cometer erros colossais na eleição dos nossos representantes, qualquer outro regime que não seja a democracia é infinitamente pior, por que sequer temos a liberdade de errar, tentando acertar.  

No final, na recepção da secretaria de saúde, quando não encontram a secretária para reclamar no seu meio expediente; na recepção dos postos,  quando não encontraram médicos e, dentistas, (alguns destes pendurados em infindáveis atestados de saúde), ou quando notam que não há sequer gestão de pessoal (no máximo perseguição de pessoal), a população reclama, berra, xinga. Adianta?  Há quem recorra até a policia para "lavrar um BO", denunciando "crime de descaso". Tudo continua ali, na mesma. No máximo, se consegue o que a gestão faz muito bem, ou seja,  resolver questões pontuais - de preferência de "eleitores simpáticos".

De fato, dá a impressão de que o sistema esta apodrecendo e assim estará, irremediavelmente,  por quatro anos. Foi a escolha feita.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Sobre o financiamento da Estratégia de Saúde da Família

Estratégia de Saúde da Familia
A Saúde da Família é entendida como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial, operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. Estas equipes são responsáveis pelo acompanhamento de um número definido de famílias, localizadas em uma área geográfica delimitada. As equipes atuam com ações de promoção da saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos mais freqüentes, e na manutenção da saúde desta comunidade. A responsabilidade pelo acompanhamento das famílias coloca para as equipes saúde da família a necessidade de ultrapassar os limites classicamente definidos para a atenção básica no Brasil, especialmente no contexto do SUS.

A Estratégia de Saúde da Família é um projeto dinamizador do SUS, condicionada pela evolução histórica e organização do sistema de saúde no Brasil. A velocidade de expansão da Saúde da Família comprova a adesão de gestores estaduais e municipais aos seus princípios. Iniciado em 1994, apresentou um crescimento expressivo nos últimos anos. A consolidação dessa estratégia precisa, entretanto, ser sustentada por um processo que permita a real substituição da rede básica de serviços tradicionais no âmbito dos municípios e pela capacidade de produção de resultados positivos nos indicadores de saúde e de qualidade de vida da população assistida.

A Saúde da Família como estratégia estruturante dos sistemas municipais de saúde tem provocado um importante movimento com o intuito de reordenar o modelo de atenção no SUS. Busca maior racionalidade na utilização dos demais níveis assistenciais e tem produzido resultados positivos nos principais indicadores de saúde das populações assistidas às equipes saúde da família. Estes resultados, na verdade, aparecem mais quando existe no âmbito da administração municipal um entendimento centrado mais na promoção e prevenção da saúde, do que numa visão meramente hospitalocêntrica (o hospital como centro de saúde, quando ele existe mais porque se falhou na promoção e prevenção da saúde).



Equipe de Saude da Familia
O trabalho de equipes da Saúde da Família é o elemento-chave para a busca permanente de comunicação e troca de experiências e conhecimentos entre os integrantes da equipe e desses com o saber popular do Agente Comunitário de Saúde. As equipes são compostas, no mínimo, por um médico de família, um enfermeiro, dois técnicos de enfermagem e até cinco agentes comunitários de saúde. Quando ampliada, conta ainda com: um dentista, um auxiliar de saude bucal. Para cada equipe assim constituida o Ministério da saúde repassa, a titulo de "incentivo", R$ 112.392,00 por ano (valores de junho de 2012).  Considerando a remuneração dos profissionais de nivel superior (médico, dentista e enfermeiro) e ainda médio (técnicos de enfermagem, recepcionista e higienizadora) o custo anual de um equipe para a prefeitura pode alcançar R$ 285.262,00. Ou seja, por esta conta, o "incentivo" do Ministério da Saúde, corresponde a cerca de 40% deste custo.

Cada equipe se responsabiliza pelo acompanhamento de, no máximo, 4 mil habitantes, sendo a média recomendada de 3 mil habitantes de uma determinada área, e estas passam a ter co-responsabilidade no cuidado à saúde. A atuação das equipes ocorre principalmente nas unidades básicas de saúde, nas residências e na mobilização da comunidade, caracterizando-se: como porta de entrada de um sistema hierarquizado e regionalizado de saúde; por ter território definido, com uma população delimitada, sob a sua responsabilidade; por intervir sobre os fatores de risco aos quais a comunidade está exposta; por prestar assistência integral, permanente e de qualidade; por realizar atividades de educação e promoção da saúde.

E, ainda: por estabelecer vínculos de compromisso e de co-responsabilidade com a população; por estimular a organização das comunidades para exercer o controle social das ações e serviços de saúde; por utilizar sistemas de informação para o monitoramento e a tomada de decisões; por atuar de forma intersetorial, por meio de parcerias estabelecidas com diferentes segmentos sociais e institucionais, de forma a intervir em situações que transcendem a especificidade do setor saúde e que têm efeitos determinantes sobre as condições de vida e saúde dos indivíduos-famílias-comunidade.

Na unidade de saúde do centro é para ter uma equipe de ESF

Em Estância Velha, a ESF foi abandonada. Hoje embora o municipio informe ao Ministério da Saúde que possua oito equipes, na verdade não as tem completa. Apenas as equipes da USF Rincão dos Ilhéus 1 e Campo Grande, funcionam dentro dos requisitos preconizados pelo MInistério da Saúde para que o município faça juz ao incentivo.  As demais equipes funcionam com médicos contratados por cooperativas ou empresas particulares. Na USF Centro, por exemplo, nunca funcionou de fato uma equipe de ESF como tal, embora a secretaria de saúde informe como se existisse de forma plena.   Esta atitude, além enganar ao Ministério da Saúde, compromete a eficácia do proprio sistema da ESF, encarece ainda mais o sistema, além, de não resolver o problema da demanda pelo atendimento no plantão de emergência do Hospital Getúlio Vargas.

 Agentes Comunitários de Saude (ACS)
Eles estão ligados a uma unidade de Saúde da Família como membro da equipe multiprofissional. Cada ACS, dentro a área adscrita para cada equipe de ESF, é responsavel pelo acompanhamento de uma micro-área que não pode ter população maior que mil habitantes. O ACS atua diretamente em visitas domiciliares, ou seja, fora do âmbito da unidade de saúde.  Ele é uma espécie de "detetive" da equipe de ESF.  Ele é responsável por trazer informações  para a equipe e levar informações, acompanhar, orientar as familias integrantes da sua micro-área a cerca de cuidados relacionados a saúde, tais como vacinação, saneamento, mobilização para ações coletivas (grupos de diabéticos, hipertensos, gestantes, etc.). É um eleo importante dentro da proposta da ESF voltada principalmente, para a promoção e prevenção da saúde.

O Ministério da Saúde repassa para o municipio a titulo também de incentivo 13 parcelas de R$ 950,00 por ACS de cada equipe.  Há ainda o repasse de uma 14ª parcela oriunda da Secretaria de Saúde do governo do estado.  No caso de Estância Velha, este valor total repassado a titulo "incentivo" corresponde a 70% do custo mensal de um ACS para o município.


 Nucleo de Apoio a Saúde da Familia
Visando qualificar ainda mais a ESF, o MInistério da Saúde criou os Nucleos de Apoios a Estratégia de Saúde da Familia (NASF).  Tratam-se de nucleos formados por uma equipe de profissionais de nivel superior multiprofissional (pediatra, psicologo, psiquiatra, ginecolo, por exemplo). Para o municipio que aderir ao NASF o Ministério da Saúde repassa, também a titulo de incentivo, R$ 20.000,00 mensais.  O valor, conforme for o valor da remuneração para os profissionais de saúde que nele atuarem, pode corresponder a até 70% do custo da despesa com pessoal.   Em Estância Velha, o município até hoje não aderiu também a este programa do Ministério da Saúde. 

Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB)
 Outro programa do Ministério da Saúde voltado a melhorar a qualidade das ações da ESF é o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB).  O município que aderir ao programa recebe mensalmente R$ 8.500,00 por equipe de ESF e R$ 2.500,00 por equipe de saúde bucal, contratualizada.   Para receber o inventivo o município precisa traçar uma politica voltada mensurar resultados efetivos de melhoria do acesso da populaçao ao atendimento e também de redução dos indices de morbidade e mortalidade.   Por falta de efetividade e uma politica voltada a promoção e prevenção da saúde, a prefeitura de Estância Velha, não aderiu também a este programa, deixando assim de conquistar recursos que, senão suficiente, ajudariam a compor receita para desenvolver as ações naquilo que é compromisso dos municipios, a atenção básica, primária em saúde.
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domingo, 21 de abril de 2013

Por que a diferença do custo de construção de uma obra pública?

Há coisas em projetos e obras públicas que o cidadão comum não consegue compreender.  Uma dessas "coisas" é porque obras, por exemplo, da construção de prédios para escolas tem preços tão diferentes quando a gente observa o custo do metro quadrado de construção. Isso desperta a minha curiosidade.  Em Estância Velha, como na maioria das prefeituras, os projetos são elaborados pela setor de engenharia da prefeitura. Como não tenho acesso e, mesmo, compreensão da complexidade de tais projetos que talvez justifiquem por que, por exemplo, a construção da E.M.E.F. Campo Grande, no Bairro Campo Grande - com uma área construída de 1.910,28 metros quadrados - tenha um custo estimado inicial de R$ 912,96 o metro quadrado enquanto que a ampliação em  1.009 metros quadrados da E.M.E.F Germano Dauerheimer, no bairro Veneza, tenha o custo do metro quadrado construído estimado em R$ 1.278,24 (aliás, com o aditivo de R$ R$ 316.875,49, concedido a construtora esta realizando a obra, este valor já subiu para R$ 1.592,29). Por que esta discrepância de valores em obras iniciadas, praticamente, ao mesmo tempo e, neste caso, desenvolvida pela mesma construtora que ganhou a licitação para realiza-las?

Noutra ponta, o projeto da construção de 67 jazigos verticais tipo "gavetas", para o nosso lotado Cemitério Municipal (a abertura das propostas para esta obra, ocorrem dia 25.04), chamou-me a atenção o fato de que em uma obra de 59,52 metros quadrados de construção, esteja estimado um valor de R$ 110.745, 53.  Ou seja, um custo de R$ 1.860,64 o metro quadrado de simples gavetas ( 2m x 0,75 x 0,55).  Como já escrevi, fui pesquisar sobre o indice do custo do metro quadrado de construção praticado do RS (CUB). Encontrei o indice do Sindicato da Construção Civil do Rio Grande do Sul. Para o mês de março, o valor estipulado era de R$ 1.000,95 para a construção de "residência popular", ou seja, uma moradia para vivos tem o custo do metro quadrado construído mas barato que uma "moradia" para os mortos.

Fiz o levantamento das principais obras de construção civil, iniciadas pela atual administração reeleita, no mandato passado. Confirmei que os valores do metro quadrado de área construída para cada um dos projetos são muito diferentes.  Devem haver razões para isso.  Veja o comparativo na tabela.

Já escrevi também sobre o fato de que em obras de ampliação o custo do metro quadrado de construção é o dobro, quando não o triplo, do preço do metro quadrado estimado para uma obra nova. A ampliação da E.M.E.I. Rincão dos Pequeninos em mais 90 metros quadrados, teve um custo de R$ 4.070,95, o metro quadrado construído. Enquanto isso, a construção da E.M.E.I. Veneza (em andamento desde julho de 2011, tem um valor estimado (já com aditivos) de R$ 1.152,62.    Compreenda-se isso.  





sexta-feira, 19 de abril de 2013

Para a prefeitura, construção de jazigos verticais pode ter custo maior que de casa popular

A prefeitura de Estância Velha, abre dia 23, terça-feira, às 11:30min, as propostas referentes ao Edital nº 028/2013, de 03 de abril de 2013, referente a Toma de Preços nº 004/2013, que tem como objeto a "contratação de empresa especializada para serviços de obras e engenharia com responsabilidade técnica para a construção (ampliação) do Cemitério Municipal".  O edital prevê a construção de 65 jazigos verticais, com dimensão total de 59,52 metros quadrados de área construída, a um valor estimado total máximo de R$ 110.745,33.  Ou seja, será vencedora a proposta que, seguindo o projeto, apresentar cotação com valor inferior a este dimensionado pela prefeitura. 

A iniciativa de construção de jazigos verticais é uma alternativa para a falta de espaço fisico considerando a área total onde esta instalado o Cemitério Municipal, que já não tem mais condições para prover sepultamentos da forma tradicional (em covas). Em principio, há uma legislação que regulamenta  o sepultamento em próprios públicos (taxa de sepultamento, aluguel ou compra de jazigo).  Não sei informar como isso acontece em Estância Velha.  

Cemitério Municipal de Estância Velha, em foto do Google Earth. Lotado.
Conforme o projeto e valor estipulado pela prefeitura, cada uma das 65 "gavetas/jazigos" que resultarão desta obra, custarão R$ 1.703,77, aos cofres públicos.   Não sei se este será o preço estipulado pela prefeitura para o sepultamento nestes jasigos/gavetas.
Porém, se observarmos a dimensão total da área construída desta "obra" (59,52m2) e o valor total estimado (R$ 110.745,33), o custo do metro quadrado construído alcança R$ 1.860,64.   Valor este muito além, do preço do Custo Unitário Básico da Construção Civil (CUB), calculado pelo Sindicatos da Construção Civil do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS)  que, para o mês de março foi estimado em R$ 699,95, no que classificam de "projetos de interesse social".   Para por projetos classificados como construção de "residência popular", o valor do metro quadrado de construção é estimado em R$ 1.000,95.   Nesta conta, conforme o previsto no edital da prefeitura, sai mais caro construir 65 jazigos verticais (via de regra com dimensões de 2m x 0,75cm x 0,55) do que uma casa popular.
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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Despesa de saúde por habitante, cresceu 418,43% em 12 anos, em Estância Velha



Por curioso, busquei informações a cerca de certa “contabilidade” em valores, percentuais e apenas números da saúde de Estância Velha,  a partir do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS).  Com alguma paciência é possivel chegar a informações sobre  o número de habitantes do município, numa estimativa ano a ano.  Neste item, por exemplo, pode-se ficar sabendo que  em 2000 a população estimada de Estância Velha era de 35.132 habitantes. Em 2012 o Ministério da Saúde teve por parâmetro que o município atingira a 43.698 habitantes, ou seja, um crescimento de 24,38% em 12 anos.


Se em pouco mais de uma década acrescentou-se a população de Estância Velha, um quarto a mais da população que tinha no final do século passado, isso parece que significou um acréscimo significativo dos gastos em saúde. Conforme, dados tabulados no SIOPS, a despesa em saúde por habitante no município, saltou de R$ 87,26 em 2000 para R$ 452,38 em 2012.  Um crescimento de 418,43%!


Em outra ponta nota-se que  o percentual de gastos com pessoal (funcionários) em relação a despesa total com saúde, reduziu  6,27%  Ao lado disso, observa-se que a despesa com Serviços de Terceiros (que pode envolver contratação de pessoal, como apenas prestação de serviços como exames, por exemplo) cresceu 64,36%. Em suma, via de regra, tem a ver com contratação terceirizada de pessoal, o que no final, encarece todo o sistema de saúde pois redunda um descontrole nas prescrições médicas, sem levar em consideração a real necessidade e, menos ainda, a disponibilidade dos exames na rede municipal, obrigando o municipio a comprar fora da tabela SUS.

Já o percentual da despesa sobre as receitas próprias, com saúde no município (que pelo principio constitucional não podem ser menores que 15%), saltou de 17,63% para 29,49%.  Sempre tendo por parâmetro os números de 2000 e os dados de 2012.
 
No que tange a valores, as informações do SIOPS, dão conta de que a receita do município oriunda de transferências do SUS para Fundo Municipal de Saúde, no que tange a implantação de programas de saúde,  cresceu 439,57% em 12 anos.  Já, em valores, a despesa com pessoal na área da saúde, saiu de R$ 1.821.027,45, em 2000 para R$ 11.352.397,04 em 2012. Um crescimento de 523,34%!  O que configura que se ampliaram os serviços de saúde e com isso o número de servidores na área da saúde. 


Por fim, em termos de despesa total com saúde em Estância Velha, os valores saltaram de R$ 3.065.656,47, anotados em 2000 para R$ 19.768.214,76, no ano passado.   


Por fim, condensando melhor os números que se referem a despesa total com saúde no município e dividindo os 12 anos em três quadriênios, podemos tirar um entendimento de por que, um sistema que levou oito anos para se construir, nos ultimos quatro anos parece estagnar quando não se decompor.  Os dados aferidos no SIOPS, indicam que de 2001 a 2004, a despesa total em saúde cresceu 78,06%.  Já no período subsequente, de 2005 a 2008, foram 46,90% e de 2009 a 2012, 35,64%.  Infere-se disso, que o aumento das despesas com saúde significam oferta de mais serviços de saúde, enquanto que a redução – nestes termos percentuais – significa que ou os serviços foram reduzidos ou não lhes foram acrescidos novos.


Estes números servem para inúmeras inferências.  De qualquer forma, parece contraditório que enquanto a população cresceu  24,38%, a despesa total com saúde, no mesmo período, tenha crescido 544,82%.   Talvez nenhum desses números sirva a uma explicação suficiente a cerca do funcionamento do sistema de saúde nem de seus méritos e menos ainda das suas deficiências. Mas servem como exercício para tentar entender tanto o pouco que se elogia os serviços de saúde do município, como o muito que se reclama deles.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Vereadores resistem em acabar com o "esquema" dos suplentes


Na sessão desta terça-feira, 16.04, na Câmara de Vereadores de Estância Velha, o presidente Lotário "Saci" Sevald (PSB) espera poder colocar na pauta a votação do projeto de lei que disciplina as licenças de vereadores titulares e a assunção dos suplentes. A proposta é de que haja uma redução substancial no “jeton” do suplente e também estipular um tempo mínimo mínimo de licença para que o suplente assuma. A ideia é de que o suplente só fosse chamado para licenças médicas do titular com mais de 15 dias. É notório que este artificio tem sido usado para "ajudar" financeiramente os suplentes mais do que dar-lhe oportunidade para participar dos debates do parlamento (visto que, via de regra, os suplentes sentam nas cadeiras mudos e levantam calados). Os demais vereadores acharam muito radical a proposta pois praticamente não haveria chance dos suplentes assumirem visto que não há licenças médicas para mais de 15 dias.  Então o debate esta agora em considerar que o vereador recebe remuneração mensal e não remuneração por sessão da qual participa.
Vereador resistem a uma Câmara mais enxuta e menos perdulária

Nesta conta ultima, cada sessão da qual o suplente participasse receberia o equivalente a um quarto da remuneração mensal do titular, ou seja, R$ 1 mil.   Ora, conforme querem os vereadores que são contra a proposta de o suplente somente assumir em licenças para mais de 15 dias, a remuneração é mensal, a mesma tem que ser divida por 30 dias.  O vereador é vereador não apenas enquanto esta em atividade durante uma sessão mas durante os 30 dias.  Assim, os vereadores tendem a uma decisão do tipo demagógica: o vereador suplente receberá por dia em que permanecer titular e, a titularidade, não se dá apenas na sessão, mas pelo tempo que perdurar a licença de saúde ou outra qualquer, do titular.  Assim, divido por 30 dias, cada dia como titular vai render ao suplente R$ 136,60.   Se o vereador titular se ausentar, justificadamente, de suas atribuições legislativas, por 15 dias, o suplente receberá neste, periodo, R$ 2.049,00. Ou seja, no fundo e do inicio ao fim vai permanecer como esta a situação.

Assim, mais um esforço para controlar e reduzir as despesas do Legislativo pode acabar resultando em nada.  É certo que embora tenha estimado para este exercicio uma despesa de R$ 3 milhões, trata-se de um valor que nem a mais perdulária Câmara de Vereadores, conseguiria consumir na sua totalidade. É de lembrar que em 2009, no primeiro ano do mandato passado o gasto do Legislativo de Estância Velha, foi de R$ 895.945,97 e, no ultimo ano (2012) alcançou R$ 1.529.871,125, ou seja, um aumento de 70,75% no período sendo que o acrescimo maior neste período foi a criação dos cargos de "assessor parlmentar".  Nem isso justificar tal aumento.  Mas dispondo do amparo da lei para gastar sem folego, inventasse de tudo no Legislativo, desde cargos novos até filmagem e votação "eletrônica" para um grupo de nove edis. O dinheiro público esta disponivel, gastemo-lo!  É de lembrar que, infelizmente, os legisladores criam inúmeros artifícios legais para legitimar situações que sob a coroa da "legalidade" não tem legitimidade moral.

Não há o que explique, por exemplo, o fato de o Poder Legislativo de um município,  seja de que dimensão for, possa dispor de 7%, das Receitas Correntes do orçamento do municipio enquanto que para a saúde seja estipulado um valor mínimo de 15%.  Seguissem apenas a lei e os vereadores vissem como direito seu consumir a totalidade dos recursos que 7% do orçamento do municipio lhes proporciona, em Estância Velha, os nove edis poderiam, dar-se a si mesmos salários de R$ 20 mil  que, somadas as outras regalias, ainda não conseguiram "usufruir" da totalidade do percentual que a lei lhes permite usar.

Por mais que hajam os "legalistas" legislativos que firmem pé no argumento de que "a lei permite", tais argumentos não se sustentam diante do preceito e compromisso moral do legislador de agir em beneficio do bem comum. E esse agir significa zelar pelo uso honesto, racional e justo do dinheiro oriundo dos impostos que todos pagamos.  Então, resta a vereadores eleitos, efetivamente, para representar a população, inclusive, para rever "leis" ou, ao menos, criar outras que restrinjam as "benesses" imorais que outras permitem.

Por mais que não sejam simpáticas (para alguns) as medidas e propostas que tramitam na Câmara visando, justamente, mais do que "legalizar", moralizar o uso dos recursos públicos disponibilizados para o funcionamento deste Poder, importante se faz que a população tome conhecimento das mesmas e se vier de encontro ao interesse coletivo, as apoie. Toda e qualquer iniciativa que vise devolver ao Legislativo o respeito da população por saber-se ali estar ela mesma representada por homens e mulheres probos, sábios e preocupados com o correto exercicio de suas atribuições legislativa, deve ser sempre apoiada e estimulada.  Cada votação em torno de questões assim é possivel mensurar quantos vereadores elegemos com estas qualidades.

sábado, 13 de abril de 2013

Dilma anuncia a extensão da Rodovia do Parque até Estância Velha.


Em visita ao Rio Grande do Sul, na capital gaucha, a presidente Dilma Rousseff, anunciou investimentos federais para três importantes rodovias que cortam o territorio do estado: a BR 116, a BR 392 e a BR 448.  Esta ultima é, na verdade, uma extensão,  entre Sapucaia do Sul e Estância Velha.  São 32 quilômetros de construção e mais os acessos aos municípios, com o custo estimado de R$ 530 milhões. O objetivo dessa obra, segundo a presidente, é ampliar o acesso à Região Metropolitana e a Caxias do Sul.

A obra, em pista dupla, com três faixas cada, é, na verdade, uma ampliação do projeto da Rodovia do Parque (aquela que desagua ou cruza pelo Estário Arena do Grêmio).  Aliás, a Rodovia do Parque, no projeto atual, deve ter suas obras concluidas até 2014, até Sapucaia do Sul.  A continuidade da obra, a extensão até Estância Velha, não tem data para se concluida.  O custo estimado é de R$ 530 milhões. O propósito da construção da Rodovia do Parque e sua extensão até Estância Velha é também desafogar o transito na BR 116, principalmente, de veiculos mais pesados  no trecho entre a serra, a capital e Porto de Rio Grande.  O estudo de viabilidsade é realizado pelo consórcio Enecon-Magna. A previsão é de que o edital para a obra seja lançado em meados de 2014.
Com a extensão da Rodovia do Parque (BR 448) até Estância Velha, talvez o municipio ganhe mais visibilidade

A conta total dos investimentos anunciados pela presidente para obras nestas rodovias federais fecha em R$ 2,46 bilhões para os próximos quatro anos.  Agora é acompanhar para ver se tudo acontece dentro do que a presidente anunciou. 

sexta-feira, 12 de abril de 2013

A dificil situação da Escola Dom Pedro I

Empresa contratada pela 2ª CRE teve onibus recolhidos pela Guarda Municipal
Tá dificil a vida da Escola Estadual de Ensino Fundamental Dom Pedro I, do bairro Lira.  Interditada em junho do ano passado, os alunos da escola passaram a ser transportados para a Escola Estadual de Ensino Fundamental Érico Verissimo, no bairro das Rosas, distante 2,5 quilometros.  

De inicio, contratou-se, de forma emergencial, uma empresa do municipio, a Sereia, para realizar o transporte.  Para fazer o trajeto da Escola Dom Pedro I até a Érico Verissimo, a 2ª Coordenadoria impôs que os professores e funcionários deveriam acompanhar o transporte dos alunos dentro do ônibus.  Os 15 a 20 minutos de ida e o mesmo tempo de retorno (da Érico para a Dom Pedro I), no final de cada turno seriam considerados como pertencentes ao período letivo. Em tese, dentro do ônibus, enquanto estavam sendo transportados seria contado o tempo como aula. Nessa conta, uma hora/aula (45 minutos) por dia de aula em movimento, representando um dia por semana, nestas condições. 

Já os professores e funcionários que tivessem transporte próprio, teriam de deixar seus veiculos estacionados em frente a escola Dom Pedro I, tomando o ônibus junto com os alunos até a Érico. No retorno a mesma coisa, retomariam seus veículos, se os mesmos ainda estivessem em frente a Dom Pedro I.  Foi um semestre de estresse. Fora isso, no final da aula (que terminava quando os alunos desciam do ônibus em frente a Dom Pedro I) sempre se fazia necessário designar um funcionário ou professor para ficar no local até que o ultimo pai ou mãe ou "van" (sim, há alunos que depois de descerem na Dom Pedro I tem de tomarem um outro veiculo coletivo até chegarem em casa), viessem recolhê-los.  Ou seja, de fato, a escola não encerrava suas atividades com o fim das aulas, mas quando o ultimo aluno fosse "buscado" pelos pais em frente a escola interditada.  Como servidor público de escola do estado não recebe hora extra, a direção da Dom Pedro I, tinha que organizar uma estratégia de compensação de horário para o tempo em que o servidor designado ficasse de "plantão" na tutela após o expediente normal da escola até que o ultimo aluno fosse recolhido pelos pais.  Essa era situação. 

Este ano, persistindo a interdição da Dom Pedro I (que, pelo que já se definiu também, terá o imóvel onde esta construida transferido para o patrimônio do Municipio, a fim de que este realize a obra de construção de uma nova escola no mesmo espaço), já no inicio do ano letivo, fazia-se necessário um novo contrato para prover o transporte.  O ano letivo se abriu sem que isso tivesse se efetivado, embora já fosse sabido, ano passado, que a situação persistiria. Novo estresse. O municipio foi chamado "a lide" e disponibilizou de sua frota própria e suficiente apenas para o transporte de seus próprios alunos, para fazer também o transporte dos alunos do estado.  Por fim, equacionou-se o problema. O estado fez um novo contrato emergencial, desta vez com uma empresa de outra cidade que se comprometeu de disponibilizar em Estância Velha, veiculos suficientes e aptos para o transporte dos alunos.  Como o contrato é emergencial, somente agora, o governo do estado através da 2ª CRE, passou a trabalhar para o lançamento do edital de licitação para a contratação efetiva de empresa interessada e apta para realizar o transporte.  O edital ainda não foi lançado. 

Neste interim (entre a situação atual de contrato emergencial e o andamento do processo de elaboração de um edital de concorrência pública para a contrataçao efetiva do transporte para todo o ano de 2013), a empresa contratada emergencialmente foi fiscalizada a pedido do Ministério Publico. Resultado, foram detectadas algumas irregularidades nos três onibus fiscalizados tanto no que tange a legislação do trânsito federal como no que tange a legislação municipal para o transporte escolar.  Situação: os onibus foram recolhidos, os alunos  ficaram sem transporte. Situação 2: a direção da escola teve que pedir socorro, novamente, ao municipio. De forma que esta semana, o município esta provendo, novamente, como ocorreu no inicio do ano o transporte dos alunos da Dom Pedro I.

Pelo andar dos ônibus a situação só voltará a alçada da 2ª CRE, no crepúsculo da proxima semana. Espera-se que em definitivo até o final do ano. Assim como se espera que ao realizar a licitação não se olhe apenas o que esta escrito nos papéis exigidos aos que apresentarem proposta, mas se vistorie, in loco, de forma regular a situação dos onibus e condutores disponibilizados.  É o mínimo que se espera. Até agora o que tem-se observado é uma forma amadora de conduzir uma questão que deveria ser crucial para que não ocorressem estes "eventos" que transtornam a vida dos alunos mais do que já esta transtornada.

Ainda, a propósito disso tudo, resta a situação do acompanhamento dos alunos pelos professores ou funcionarios da escola. Legalmente, a aula começa apenas quando os alunos adentram a sala de aula e não o onibus para vir até a escola. E, os professores, iniciam seu expediente quando entram em sala de aula.  Então, não é da obrigatoriedade docente acompanha a titulo de "monitoria" os alunos durante o transporte dos mesmos até a escola.  Não é também da obrigatoriedade dos demais funcionários da escola.  Uma vez que agora a sede da Dom Pedro I é a Escola Érico Verissimo, cumpre que professores e funcionários estejam nesta escola para dar inicio ao exercicio das atribuições inerentes aos seus cargos e, na mesma conta, nela encerram suas atividades no horario final de cada turno.  Isto é o correto.

 Já quanto ao acompanhamento no ônibus de um monitor para observar, orientar e cuidar dos alunos, em que pese o transporte escolar público ser realizado em todo o estado, não se tem noticia de que hajam monitores acompanhando.  Nem em Estância Velha, o transporte escolar do municipio é realizado com a designação de dois servidores: o motorista e o monitor. De qualquer forma, a execeção disso se deva quando se trata de transporte de alunos de primeiro ou segundo ano.  Os demais em faixas etárias mais elevadas não se justicaria que houvesse necessidade de se disponibilizar um pessoa para monitorar os mesmos no interior do veículo, bastando para isso a autoridade do motorista e a orientação dos pais ao comportamento dos mesmos.   Na outra ponta, para a partida valeria a disponibilidade de um pai ou mesmo servidor público ou contratado pela empresa para orientar o acesso dos alunos ao onibus e outro para observar e acompanhar quando os mesmos descem dos veiculos.   

A questão aqui, por fim, é que a 2ª CRE já informou que não entrará, no âmbito dos requisitos para a contratação do transporte na modalidade licitação, a necessidade da empresa disponibilizar também um monitor para cada onibus contratado.   Há pais que entendem que é responsabilidade do governo garantir também um monitor para acompanhar o transporte das crianças, tanto quanto a empresa a ser contratada disponibilizar de onibus em condições e motoristas habitados para o transporte de escolares.   É uma arenga, uma pendenga que talvez nem o Ministério Público possa dar uma palavra final, a não ser que hajam dispositivos legais que a balizem.  Uma escola interditada, pelo visto, gera mais do que o problema da indisponibilidade da falta de espaço fisico.  Sofrem os alunos.