Pesquisar este blog

sábado, 7 de maio de 2011

Algo sobre reaproveitamento e não uso de plásticos.

Questionaram-me sobre titulo do post anterior, "Paradas de ônibus de plástico". Entendem que  dá vazão a interpretação dúbia: "As paradas são para onibus de plástico?"    Pura chacota do vezo.  É visto que a ilustração (que também se pode chamar de fotografia), digere qualquer dúvida.  O certo é que não se tratam de parada mas de "abrigos a serem colocados em locais aonde onibus que realizam o transporte coletivo concedio dentro do município, podem parar para desembarcar ou embarcar passageiros."   Reduzindo para o popular: "paradas". Para bom entendedor poucas palavras bastam.

O fato é que são abrigos para paradas de onibus construindos a partir do reaproveitamento do plásticos.  Embora não eliminemos o plásticos apenas o reaproveitamos é um experimento e uma iniciativa importante.  Aliás, há muitas outras coisas possiveis de serem feitas com plástico reaproveitado.  O melhor mesmo de tudo que se possa fazer para não poluir a natureza, o ambiente natural, com plástico é não usá-lo.   Já há em cidades do Brasil leis e iniciativas visando reduzir o uso de sacolas plásticas de supermercado.  Tudo é uma questão de educação e consciência ambiental.  Por certo, há outras alternativas e até mesmo sacolas biodegradaveis, a partir de componentes da cana-de-açucar.  Embora haja um custo adicional nisso, o futuro certamente, será bem menos oneroso considerando o malefício do uso indiscriminado do plástico, principalmente, em sacolas de supermercados ou mesmo para envazar refrigerantes.

É certo que mudar um conceito que se construiu por décadas, levará outra década ou mais.  Mas pequenas ações podem ser feitas.  O projeto dos "abrigos coletivos de plástico", a ser implatado em Estância Velha (cidade que por décadas levou o titulo de uma das mais poluidoras do Estado e, recentemente, lhe foi atribuida culpa pelo desastre ecológico do Rio do Sinos) terá bom impacto na imagem do município.  Pelo que significam do reaproveitamento daquilo que é jogado fora, é uma excelente iniciativa.  Mas, não servirá de nada se não pensarmos também simplesmente na redução do uso do plástico, principalmente este derivado do petróleo, que é injetado diariamente nas nossas vidas e os descartamos se nenhum peso de consciência.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Paradas de onibus de plástico

Uma parceria entre a Braskem, a Plásticos Suzuki e a prefeitura de Estância Velha, para a produção de "paradas de ônibus ecológicas", foi o grande anuncio da semana, da Administração Dilkin/Schuh (PSDB/PMDB).  As "paradas ecológicas" seria produzidas a partir de plásticos reciclado (sacos plásticos e pets, etc.).  A intenção, conforme anunciou a prefeitura, é da produção de 500 paradas.  Estância Velha, seria uma espécie de laboratório do projeto.

Considerando que o município produz ao redor de 2 mil quilos (duas toneladas) desse material por dia e, considerando que todo este plástico fosse efetivamente coletado de forma mais ou menos adequada que proporcionasse o seu reaproveitamento e, o fato, de que uma parada (foto) consumir ao redor de 3 toneladas de plástico, seriam necessários dois anos e meio para recolher o material para tanto.   Afora, tais números, é de se dizer que transformar plástico que polui, que, não raro, entope bueiros que leva séculos para se decompor em outro produto também plastico mas com outra utilidade, é uma excelente alternativa.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Em "audiência" encenada vereadores conquistam a aprovação para construir "Anexo Cultural".

A idéia da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de construir um “anexo cultural” ao prédio do Legislativo, é algo inédito.  Estância Velha, vai ganhar projeção estadual e nacional, da mesma forma que ganhou com a “farra das diárias”.  Só que agora com o aplauso de uma “claque” de cerca de 150 pessoas que, na “audiência” votaram favoráveis a “obra”. Menos de uma dezena votaram contra.
A apresentação do projeto, pelo vereador Carlinhos (PT), vice-presidente da Câmara, foi uma exposição de fotos de sessões solenes de homenagens, buscando dar base a “falta de um espaço para atividades culturais no município”.  Por esta conta, buscava tornar válido o argumento de que cabia ao Poder Legislativo, tomar atribuições do Executivo e construir um espaço destinado a manifestações culturais e outros eventos, como reuniões e conferências de  grupos sociais.  Faltou dizer o custo previsto para tal “obra”.
Não obstante, não se ter falado no valor da obra. A explanação do cursado vereador, informou que com a tal obra, o prédio da Câmara, atualmente com 397 metros quadrados, passará para 781 metros quadrados, praticamente o dobro. Os 384 metros quadrados a mais de construção, abrigaram uma área livre com capacidade para 350 pessoas sentadas.  O atual plenário da Câmara tem espaço para 120.
Como “centro de atividades” culturais parte do espaço, segundo algumas ilustrações apresentadas, será usado para exposições de artistas, e também sala para reuniões de grupo. “Podendo acontecer até duas, simultaneamente”,  garantiu-se.  É muita coisa para uma área de menos de 400 metros quadrados, parte da qual é para ser um auditório com palco capaz de servir para apresentações musicais, teatrais e de dança.
As manifestações dos cidadãos convidados, de inicio foram limitadas a 2 minutos para formular perguntas.  Tempo não para ponderar não havia. Quanto ao questionamento do local inadequado onde se pretende construir o “anexo cultural”, a defesa era de que o lugar era no centro da cidade.  Situações como dificuldade de acesso e estacionamento foram ponderadas como o argumento de que haveriam condições de estacionamento ao longo da Avenida Brasil, 7 de setembro, Presidente Lucena.
Quando foi perguntado a Mesa Diretora – leia-se vereador Tome Foscarini, Carlinhos e Dudu – se havia algum Legislativo no Estado onde houvesse um “anexo cultural”, os vereadores emperdigaram-se:  “Seremos os primeiros!!!”  Projetaremos o nome de Estância!” Só vendo.
Legitimamente houve, na platéia quem defendesse a “obra” dos vereadores, que se poderia denominar  “agitadores culturais” da cidade. Agitadores no sentido de artistas locais. Acreditam eles que a “obra” será o espaço para exposições de arte, realização de peças teatrais, manifestações artísticas de um modo geral e, realização de conferências, que requeiram espaço para três centenas de pessoas. Outros aspectos como custo, localização, atribuição do Poder para tanto, não passou pela mente artística.
Estranho foi que nenhum vereador presente, a não ser a Mesa Diretora, se inscreveu para manifestar a sua opinião. Isso quer dizer que todos anuem com a pretensão “obreira” dos vereadores Tome, Carlinhos e Dudu? Diga-se que há pelo menos dois vereadores - Rosani (PT) e Cláudio (PSB) - que já teriam manifestado posição contrária.  Isso porém, não veio ainda a público e, nem, na audiência ambos usaram da palavra.
Por fim, considerando que a “obra” de ampliação ficará ao redor de 400 metros quadrados, e o CUB de abril (Custo Unitário Básico da Construção Civil) na média de R$ 856,00 (custo do metro quadrado de construção civil), pagaremos pelo “anexo cultural”, algo em torno de R$ 342.400,00.  Valor bem aquém do que se confabulava posto que a área construída do tal projeto, dizia-se que seria superior a mil metros quadrados, o que elevaria o custo de tal “obra” para valor acima de R$ 1,5 milhão. Menos mal, o Poder Legislativo desperdiçará nesta “obra” menos de R$ 400 mil.  De forma que não sendo concluída esta ano ainda, os vereadores poderão de novo, em dezembro, posar para a foto dizendo que estão “devolvendo” dinheiro “economizado” a prefeitura.  Algo ao redor de R$ 1 milhão. ( APLAUSOS!!!!)
    
        PS: As manifestações culturais, a produção cultural, a educação cultural em Estância Velha é de tal maneira valorizada e priorizada que merece mais do que um "anexo".

terça-feira, 3 de maio de 2011

Mesa Diretora da Câmara convida para audiência

A Meda Diretora da Câmara de Vereadores de Estância Velha, esta  distribuindo convites a entidades  e instituições do município para audiência de quinta-feira.  O convite assinado pelo, presidente do Poder Legislativa, vereador Tomé Foscarini (PT), diz que a audiência pública é para "tratar da ampliação da Câmara com a construção do Centro de Eventos Culturais de Estância Velha".

Manifesto à população de Estância Velha do MTP

Movimento pela Transparência na Política
de Estância Velha 
   
À Comunidade de Estância Velha.

A Mesa Diretora da atual legislatura da Câmara de Vereadores, pretende ampliar o prédio onde funciona o Poder Legislativo.  Para tanto, já encomendou um projeto arquitetônico em 2010, ao custo de R$ 43.950,00.  Para este ano pretende lançar edital para a contratação da obra conforme tal projeto.  O objetivo de tal “obra” seria a construção de um “espaço para manifestações culturais”.  Considerando isso seria uma construção com mais de 1.300 mt2, cujo custo estimado giraria em torno de R$ 1,5 milhão.  Para dar aval a sua pretensão chama uma “audiência pública” para o dia 05.05, às 19:30h, na Câmara.  Pouca divulgada, tal iniciativa fere até mesmo o princípio da “transparência”, adjetivo muito usado e pouco praticado pelos poderes constituídos do município, mormente, o Legislativo.

A esta pretensão dos nossos vereadores (é de se dizer que não são todos que são a favor de tal “obra”) vale algumas interrogações: há necessidade de tal obra? É das atribuições do Poder Legislativo a promoção da cultura? Como um espaço para abrigar grande público pode ser construído em um terreno à margem de um cruzamento de ruas extremamente movimentadas de acesso complicado até para estacionar? Se a Mesa Diretora esta propondo a fixação do número de vereadores para o próximo mandato em 9, por que ampliar o prédio do Legislativo? O que esta intenção tem a ver com a outra?  Há outras áreas do município com extremas necessidades de investimentos (infra-estrutura, saneamento, habitação, lazer, saúde), por que não direcionar estes recursos para elas ou deve-se buscar empréstimos para tal, mesmo havendo recurso disponível no próprio orçamento?  

Temos que pensar e agir de forma solidária, cooperativa, em união.  Aliás, vale lembrar que a frase adotada pelo Poder Legislativo: “Trabalhando unidos pela comunidade”. Se tal frase é verdadeira, então, as ações do Legislativo devem buscar atender aquelas necessidades mais prementes da população. E, sinceramente, dizer que a pretendida “obra” tem fins culturais é, desconsiderar, a inteligência da população. O dinheiro público é resultado do imposto que todos pagamos e não pode ser utilizado por pessoas publicas, eleitas democraticamente, de forma aventureira.

Por estas razões, o Movimento pela Transparência Política de Estância Velha, ainda acreditando que o Poder Legislativo é constituído por pessoas probas, ciosas, dignos e respeitáveis representantes da população, vem se manifestar contrariamente a tal projeto.  Que juntos com a comunidade e os poderes constituídos no município, discutamos e apliquemos melhor os recursos oriundos dos impostos que todos pagamos. VAMOS TODOS A AUDIÊNCIA PARA IMPEDIR MAIS ESTE DESMANDO E DESPERDÍCIO COM O DINHEIRO PÚBLICO!

Estância Velha, RS, 02 de maio de 2011.

Movimento pela Transparência Política de Estância Velha

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Não se deve ter vergonha de reconhecer um erro, pois assim se demonstra ser mais sábio hoje do que ontem. (Jonathan Swift)

sábado, 30 de abril de 2011

Município já arrecadou R$ 26 milhões e gastou R$ 20 milhões.

Estância Velha - Receita do Município no quatrimestre foi de R$ 26.716.009,28, de uma previsão orçamentária para 2011 de R$ 71.850.000,00.  Pelo arrecadado até agora, pode se estimar que fechará o ano com valor acima do previsto no orçamento.  Deverá fechar o ano arrecadando ao redor de R$ 80 milhões.   Por esta conta, é de se questionar: por que contrair um empréstimo, como o recentemnte aprovado pela Câmara, de R$ 1,2 milhão, pelo qual pagará ao redor de R$ 500 mil de juros em quatro anos?
Já as despesa realizada pelo município, incluindo ai a Câmara de Vereadores, chegou a R$ 20.243.022,82.   Veja o quadro abaixo.

Total da Despesa do Municipio por Orgão  - Jan/Abr - 2011
01 - LEGISLATIVO MUNICIPAL 450.487,14
02 - GABINETE DO PREFEITO 
285.722,78
03 - PROCURADORIA GERAL DO MUNICIPIO 141.451,65
04 - SECRETARIA MUNIC.DA ADMINISTRACAO 1.800.742,07
05 - SECRETARIA MUNICIPAL DA FAZENDA 417.893,67
06 - SECRET MUN.DE EDUCACAO E CULTURA 6.088.332,23
07 - SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS 1.771.963,92
08 - SECRETARIA MUNICIPAL DA SAUDE 4.935.666,57
09 - SECRETARIA MUN.DA INDUSTR.COMERC.TURISMO 1.803.707,56
10 - SECR MUNIC.DO TRAB.ASIST.SOCIAL E CIDAD. 475.841,13
11 - SECR.MUN.DO MEIO AMBIENTE E PRES.ECOLOG. 553.152,24
12 - FUNDO DE APOSENTADORIAS E PENSOES 1.151.957,93
13 - SECR.MUC.DO PLANEJAMENTO URBANO 366.103,93
14 - RESERVA DE CONTINGENCIA 0
Total20.243.022,82
.