Pesquisar este blog

domingo, 12 de janeiro de 2014

Presidente do Sindicato dos Servidores rebate criticas contra funcionários do hospital

Ainda sobre o artigo anterior, a respeito da crise instalada em torno do atendimento do Hospital Municipal Getúlio Vargas, agora sob a gestão do Instituto de Saúde e Educação Vida (ISEV) onde teci considerações a cerca dos argumentos do presidente da Câmara de Vereadores, Lotário Saci Sewald (PSB), segundo o qual haveriam funcionários descontentes que não estariam colaborando com o serviço. Argumentos estes que vem de encontro ao pensamento da Secretária Meio Expediente de Saúde, há que se acrescentar, que na matéria da edição do ODiário de 10.01.2013, foi ouvida também o representante da parte dos servidores, o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais,  Roque de Souza.   Ele rebateu as criticas feitas aos servidores.  Para ele as condições de trabalho são precárias.  "Os funcionários não tem material básico para desempenhar suas funções.  As pessoas que ficaram no hospital, e posso dizer com certeza, pois as conheço, não iriam querer boicotar, pois sempre deram o seu sangue pela instituição", asseverou o presidente do sindicato, ao Jornal ODiário.

Ou seja, quando a coisa anda mal, a regra do pessoal do andar de cima é jogar a culpa no pessoal do andar de baixo.  É lamentável que representantes eleitos pelo povo, seja do Legislativo ou Executivo, faça um juízo tão rasteiro de uma situação que não tem um lado só, mas tem todos os lados, como responsáveis.   Aliás, diante disso tudo, é dever do sindicato da categoria acompanhar com lupa toda esta situação, buscando inserir-se na mesa de qualquer discussão em torno do assunto.  Pelo pronunciamento do presidente do sindicato, parece que a situação não é estranha a entidade representativa dos servidores de Estância Velha, espera-se que isso seja um compromisso permanente. A demais, que os próprios servidores, afetados busquem apoio no seu sindicato, afinal este é o objetivo de uma entidade representativa de qualquer categoria profissional.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Detectado a causa dos problemas do hospital: Servidores trabalham contra.

Promotoria Pública de Dois Irmãos - que incrivelmente, a de Estância Velha, esta vacante -, diante das reclamações de usuários, vai intervir na situação da terceirização dos serviços de saúde prestados pelo Hospital Getulio Vargas.  Na tarde do dia 8, o presidente da Câmara de Vereadores, Lotário Saci Sewald, promoveu uma reunião com integrantes da direção da ISEV e a Secretaria Meio Expediente de Saúde,  a fim de discutir a situação e as reclamações da população a cerca do atendimento no hospital.

Vereadores ainda tentam entender o processo de terceirização
De pronto, questionados sobre esta situação e as reclamações em relação ao atendimento no hospital, tanto a Secretaria Meio Expediente de Saúde, quanto o Presidente Que Aprova Sem Ler do Legislativo, detectaram onde esta a causa dos problemas no processo de terceirização:  SÃO OS SERVIDORES PÚBLICOS DESCONTENTES QUE ESTÃO TRABALHANDO CONTRA.  É o que explicita a reportagem do Jornal ODiário, de hoje (10.01.2013)

É por causa deles que o ISEV não consegue prover a contratação de médicos clínicos e pediatras para a manutenção do serviços na emergência e nem na clinica obstétrica.  O fato da ISEV, contratar - com recursos públicos - uma consulta de pediatra há R$ 180,00 do Hospital Regina para atender a demanda do HMGV, é CULPA DOS SERVIDORES que estão descontentes.  É culpa também dos servidores todos os dias que precisa de Raio X, ter de ser levado, em veiculo público, até portão para realizar o exame.  Diga-se, a culpa não é de todos os servidores da saúde, mas daqueles que ainda não foram remanejados e estão mantendo o serviço do hospital (os que foram remanejados e retirados do hospital não tem como prejudicar mais o serviço uma vez que estão longe das paredes do hospital) .  

Diga-se ainda, não são todos, dos que ainda estão mantendo os serviços do hospital que trabalham contra o seu próprio local de trabalho     Há, contratados pelo ISEV, funcionários administrativos, indicados por pessoas da Administração Municipal, que ajudam a manter os serviços.   Há também, pessoas que são CCs à tarde na secretaria de Saúde e funcionários do ISEV pela manhã, que ajudam a manter os serviços.  A fora isso, tudo o que esta ocorrendo - falta e dificuldade de conseguir médicos no hospital e falta de material - é devido aos funcionários que "trabalham contra", segundo a "gestora" de saúde e o presidente do Legislativo, além, é claro da época do ano que torna difícil a contratação desses profissionais.

Vamos fazer um ponto. Acredito, sinceramente, que esta Organização Social, a ISEV, tenha condições dentro da sua filosofia privada, de dar conta da gestão do HMGV.  A terceirização - embora encaminhada de forma intempestiva - não é um processo linear, principalmente, em ser tratando de um serviço complexo como é o de um hospital.  A questão toda começou mal, esta andando mal a  tendência é para que termine da mesma forma.  Esperemos que a intervenção do Ministério Publico, jogue alguma luz sobre este processo todo.  Antes cedo do que tarde de mais...

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Uma administração que perdeu o crédito, pode inspirar crédito nas suas ações?

ISEV atua cinco municípios do estado em um em SC
A situação parece critica nesse inicio de nova gestão do Hospital Municipal Getúlio Vargas.  Não que a falta de médico fosse uma exceção.  Não que a demora no atendimento ou a precariedade no atendimento fosse uma exceção.  Não que a sensação da falta de comando, uma certa balburdia intra-hospital fosse uma exceção  (pelo menos nos últimos quatro anos que ninguém soube muito quem é que mandava ou dirigia o hospital - que tem um cargo CC para isso).  E, por fim, não que o Instituto Saúde de Educação Vida (ISEV), não detenha know how para atuar na gestão de pequenos hospitais. A questão é que, sem dúvidas, este é um período critico, o de transição e, também, em se tratando da manutenção de um quadro de pessoal com contrato temporário ou terceirizado, numa emergência hospitalar.  Conhece-se a realidade nesta quadra de final e entrada de um ano.   É certo também que há especialidades médicas que não apenas rareiam como rareando tornam instituições de saúde refém de preços exorbitantes que cobram os profissionais disponíveis (no caso, por exemplo, de pediatria). 

A questão, principal é que a atual administração (diga-se e frise-se, reeleita por um terço dos eleitores de Estância Velha) não tem a confiança de dois terços da população e, há que se crer, que nem mais seja depositaria de confiança nos seus atos e ações, do próprio terço de eleitores que a reconduziu/manteve na prefeitura.   É uma situação complicada visto que as promessas de campanha para a área da saúde realizada quando para conquista o voto do eleitor para o primeiro mandato não se cumpriram.  Não obstante, um terço dos eleitores, teimaram em acreditar que um segundo mandato foi pouco, tanto que foi prometido - e nada cumprido - que seria necessário um segundo mandato.  Para o segundo mandato, o candidato a reeleição repetiu a ladainha "prometiva" (como diria Odorico Paraguaçu) do primeiro mandato, adoçou um pouco mais e riu-se nas urnas dos adversários divididos que tentaram mostrar aos eleitores o embuste que fora já o primeiro mandato e que tinham qualificações e compromissos mais realistas para gerir o municipio.  Perderam e com eles dois terços do eleitorado foi derrotado.  A mediocridade foi mais inteligente do que a oposição que se julgava inteligente mas foi vencida, antes, pela sua propria soberba e incapacidade de dialogar entre si. Águas passadas.

Voltemos a questão em tela.  A proposta de terceirização do HMGV para uma Organização Social, pode ser uma alternativa que ajudaria a melhorar os serviços de saúde como um todo.  Poderia, se fizesse parte de um plano e não fosse uma atitude com o intuito de "reduzir os custos da saúde".  Fosse parte de uma "politica de saúde", algo referenciado no Plano Municipal de Saúde (que, informe-se o municipio passou os 4 anos sem ter um e, até dezembro de 2013 deveria ter apresentado um e, não o fez), que estabelecesse, os propósitos, objetivos, metas da administração municipal para um quadriênio.  Isso nunca ocorreu, talvez o plano seja mesmo desmontar tudo que uma outra administração fez por que era do PT.  Isso demonstra a desinteligência da administração PSDB/PMDB.  Fazem justamente o contrário do que fez o próprio PT a nível nacional. Em vez de desconstruir, destruir o que a administração federal do PSDB fez, aperfeiçoou, ampliou, melhorou.  Enfim, quando a mesquinhez e a sordidez aliada a desinteligência chegam ao poder, primeiro cuidam até de repintar meios-fios de cores diversas da pratica anterior, porque então, não fariam com a saúde o mesmo?  

Ainda, se a questão é reduzir o custo com a saúde, como se dará isso, pagando-se R$ 180,00 por uma consulta pediátrica em hospital de outra cidade pois não dispomos do profissional, nem concursado, nem contratado na nossa cidade?   O Raio X que é feito em Portão, tem o mesmo valor que aquele que era feito no HMGV, mesmo que terceirizado? Estes novos custos são pagos com que recursos, senão com os recursos públicos repassados a ISEV?   Para além disso, como explicar que funcionários concursados foram dispensados ou acomodados em outros setores e para o lugar deles agora a ISEV contrata novos funcionários, alguns, inclusive com parentesco com quem servidores concursados ou que detém Função Gratificada (FG) ou mesmo Cargo em Comissão (CC) na Administração Municipal?  Se a intenção da terceirização era reduzir os custos do hospital, assim levara tempo para atingir este objetivo e, pior, elevará os custos da saúde, por que não se reduziu o numero de funcionários da saúde como um todo, ao contrário.  Talvez seja por isso, que a previsão orçamentária para 2014 seja de R$ 25 milhões, volume maior, não menor que as despesas verificadas no ano passado na área da saúde.



A intenção pode ser boa, mas tudo começou de maneira turva conduzido por uma administração que não inspira mais confiança.  Diante disso, não seria outra a realidade que não a atual, ou seja, pior do que a realidade anterior.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Saúde, a desconstrução continua.

As queixas em relação ao atendimento - tanto a demora como a falta de médicos na emergência do Hospital Municipal Getúlio Vargas (agora Hospital Instituto Saúde, Educação e Vida) - não mudaram com a terceirização.  É fato que a situação é recente, mas é fato também que a realidade do hospital não vai mudar sendo privado ou público.  

Saúde é um sistema onde a porta de entrada é a Unidade de Atenção Primária em Saúde. Traduzindo no vernáculo do século passado como entende melhor a nossa Secretária Meio Expediente de Saúde: posto de saúde.   É uma rede de unidades de saúde, ditas básicas (de atenção primária) - onde se trabalha a promoção e a prevenção e de unidades de recuperação da saúde (hospitais, centros especializados).   

Se houver uma rede de atenção primária funcionando e atingindo um maior número possivel da população, reduz-se a demanda pela procura da unidade (hospital) que funciona 24h por dia.  Não é preciso ter uma rede toda funcionando 24h, mas é preciso ter unidades mais próximas (descentralizadas) da população equipadas adequadamente de recursos humanos e equipamentos, e referências que funcionam para especialidades (quando a atenção primária não conseguir dar conta).  Não é preciso ter um especialista em cada unidade de saúde, mas ter-se a quem referenciar, quando necessário. A proposta da Estratégia de Saúde da Familia (ESF) faz parte disso.

O hospital é para a recuperação da saúde que se perdeu por não se ter apoio e acompanhamento com uma equipe de saúde em unidades de saúde.   A emergência do hospital é para EMERGÊNCIAS, não para consultas médicas.  Esta conversa de hospital, como se fosse o centro de um sistema de saúde é do século passado.  Hospital é doença.  Quantas pessoas, efetivamente, doentes procuram o hospital?  Quantas dessas pessoas procurariam o hospital se houvesse uma unidade de saúde funcionando no seu bairro?  Quantas unidades de saúde, equipes de saúde são necessárias em Estância Velha, para alcançar a toda a população (SUS ou não SUS, por que todos tem direito)?  

A propósito disso, de rede, de sistema, quantas novas unidades de saúde foram construídas no municipío nos últimos cinco anos?  Uma.  Quantas equipes de ESF foram implantadas no município neste mesmo período? Mas vejam as proposta e promessas que constam nos programas de governo eleitos e reeleitos pela população que hoje reclama da situação da saúde:

PROGRAMA DE GOVERNO Coligação Estância pra frente de mãos dadas )PSDB-PMDB-PP-PDT-DEM), 2008.  Candidato a prefeito Waldir Dilkin, vice, Sérgio Schuh. Alguns das promessas para a área da saúde.
- Implantação de equipes de ESF em todos os bairros do municipio.
- Construção de uma nova lavanderia no Hospital
- Construção de uma UTI adulta e neonatal
- Atendimento de Raio X 24h
- Informatização integradas dos serviços de saúde.

PROGRAMA DE GOVERNO da Coligação Por uma Estância ainda Maior (PSDB-PMDB-PDT-PPS-PP-DEM). Candidato a prefeito Waldir Dilkin; vice, Ivete Grade. Alguns pontos prometidos para a área da saúde.
- Ampliar as equipes de ESF
- Construir Unidade de Saúde no Bairro Campo Grande
- Construir Unidade de Saúde no Bairro Rincão dos Ilhéus
- Construir Unidade de Saúde do Bairro Lago Azul
- Ampliar o prédio da Farmácia Básica Municipal
- Ampliar e reformar o setor de Emergência do HMGV
- Instalar Pronto Atendimento na Unidade de Saude Bela Vista com funcionamento até a meia noite.
- Instalar Pronto Atendimento na Unidade de Saúde Rincão dos Ilhéus, com funcionamento até a meia noite
- Criar um Centro de Atendimento Materno Infantil

Neste programa não havia nenhuma referência a terceirização do HMGV.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

IPTU cobrado em 2014 virá com aumento de 23%

O carne de IPTU que começa a ser distribuído este mês em Estância Velha, trará embutido um reajuste de, pelo menos, 23%, em relação aos valores praticados em 2013. 

A prefeitura, este ano postergou o lançamento dos carnês do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), de forma que o vencimento  da parcela única que da direito ao desconto de 20% (que em 2013 foi de 30%), ocorrerá dia 27 de fevereiro (no ano passado o vencimento foi  25 de janeiro).  Pelo que se sabe a tabela do imposto sofreu apenas a variação da inflação do período, porém, espertamente - ao contrário do seu ex-assessor para assuntos extraordinários e hoje prefeito de Ivoti, Arnaldo Kney, que tentou um reajuste de 50% na tabela geral de valor venal dos imóveis - não propôs um reajuste geral, mas conseguiu que o Legislativo aprovasse a redução do desconto.  Com isso, o IPTU além da correção monetária terá um acréscimo de mais 10% - para quem pagar a vista - sobre o valor do ano anterior. 

Embora o IPTU seja o imposto que mais a população se recente de pagar, no bolo total das receitas do município representa pouco mais de 5% (em 2012 do total arrecado significou 5,51% e, em 2013, não será superior a 5,70%).   Em 2012, a previsão de arrecadação da prefeitura era de R$ 5 milhões, arrecadou 4.892.355,83.  Em 2013, previu arrecadar R$ 6 milhões, arrecadou R$ 5, 2 milhões.  

Um imóvel em um terreno de 360 m2, com uma área total construída de 110 m2, no Rincão dos Ilhéus, em 2013, teve um valor de IPTU estipulado em R$ 578,88.  Pago à vista, ficou em R$ 405,22.  Este ano, embora ainda não tenha recebido o carnê, pode-se prever que o valor, à vista deverá ficar ao redor de R$ 500,00, ou seja, cerca de R$ 94,00 a mais do que o valor pago no ano passado. Resumindo, um aumento de 23% sobre o valor anterior.  Quando os cidadãos receberem seus carnês e tiverem em mãos os do ano anterior poderão fazer esta constatação. A redução do desconto foi um ardil esperto para aumentar o IPTU sem gerar grande polêmica.  Aliás, o Legislativo aprovou esta mudança sem perceber também (como é costume da nossa Câmara). De qualquer forma, se tudo isso resultar em melhores serviços e mais obras para o bem comum, qualquer cidadão paga sem reclamar.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Prefeitura arrecadou até novembro 83,63% do previsto.

A Câmara de Vereadores aprovou, no inicio do mês de dezembro - e ninguém ficou sabendo - a Lei Orçamentária Anual (LOA), que fixa os valores relacionados a previsão de receitas e despesas para 2014. Diga-se em o Orçamento de 2013 tinha uma previsão de arrecadação de R$ 99.200.000,00.  Deste valor, até novembro,  havia arrecadado R$ 82.964.294,15, ou seja, 83,63% do total previsto.  A arrecadação mensal de Estância Velha, em média, não ultrapassou a R$ 7.542.208,00.  Ou seja, diante do arrecadado, para que o município alcance a sua previsão de receita, terá de que arrecadar, em dezembro,  R$ 16.235.705,00. Tal valor é algo jamais realizado neste mês. É de se prever, então, que no balanço da prefeitura, no encerramento deste ano, haverá um deficit orçamentário significativo.  A questão é, no entanto, esta na comparação da receita efetivada, com a despesa realizada.  Se ficar a receita abaixo da previsão, a despesa deverá ficar também, senão isso implicará num deficit financeiro mais acentuado que o já verificado no fechamento das contas de 2012, que chegou a R$ 6.156.731,89.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Angústia, desassossego e expectativas entre os servidores do HMGV

O destino do HMGV e sua história já esta definido. Qual será o resultado?
Uma servidora, lotada na recepção do Hospital Municipal Getúlio Vargas, postou nesses dias no Facebook uma mensagem que traz subjacente certa tristeza, desencanto e um resto de esperança, diante dos "novos caminhos" que a pretendida - e já decidida -, terceirização da administração e gestão desse histórico nosocômico seguirá daqui por diante. O sentimento da servidora não é único, por certo.  A angústia, o desassossego e a expectativa com o futuro no serviço público e do próprio hospital, perpassa a todos, servidores e a própria população.

A secretária Meio Expediente,  passou a última semana "conversando" seletivamente, com muitos deles e, colocando a todos "alternativas", visto que a nova administração do hospital (embora não tenha oficialmente assumido) parece já ter definido seu plano de ação no qual o quadro de pessoal teria "superavit" e não "déficit".  É uma boa oportunidade para se livrar de servidores com os quais, quem esta de plantão no poder não simpatiza, sob a desculpa de remanejamentos.    Para onde irão e quantos serão, ainda não se sabe.  O certo é que não se abriram, nos últimos quatro anos e, nem se abrirão nestes três ainda restantes, novas unidades de saúde no município que necessitem de pessoal e com isso absorvam os "dispensados" do hospital.     A esta servidora que é da recepção do hospital, enviei o seguinte texto, aqui melhor dimensionado:

Acredito,que vão sentir mais falta as pessoas que procuravam atendimento no hospital e, na recepção encontravam você para recepcioná-los. É fato que ali é um local onde as angústias se encontravam. A angústia de quem procurava atendimento e a angústia de que recepcionava, pois esta, muitas vezes, sabia que haveria demora, que não haveria profissional de saúde suficiente para atender ou quando houvesse, não raro também, a pessoa não seria atendida mas "despachada". 

Da recepção o que se poderia fazer, senão ouvir xingamentos por coisas que não estavam ao alcance dos servidores resolver? É certo que a população cresceu, mas é certo também que o sistema de atenção básica de saúde (postos) estacionou e regrediu, no nosso município.  Tudo isso estoura na emergência, no atendimento do hospital.     Sei também que não é apenas uma questão do acesso, que há também problemas e criticas na internação, ao hospital como um todo. Sei também que há quem elogie - com muita razão e carinho - o desempenho e atenção que recebeu ao estar internado ou necessitar de atendimento no hospital.    

Não existe nada perfeito no mundo, ainda mais quando há o envolvimento do ser humano. De resto, tudo é sempre a busca da perfeição, de se fazer o melhor a cada dia e, quem gosta do que faz, a cada dia, certamente, faz melhor.   Sabe-se também que para se fazer o melhor todos nós precisamos de incentivo, estimulo e, onde trabalham muitos, de liderança que não seja um feitor, mas um condutor, agregador, que se revista de autoridade pela sua dedicação e não seja um exemplo de autoritarismo como coberta a sua incapacidade e incompetência.    

Por outro lado, tudo muda o tempo todo. Assim como mudou para pior ao longo dos ultimos anos - talvez mais por omissão e comodismo nosso como cidadãos, eleitores e mesmo servidores públicos - pode vir a mudar para melhor no caminho que ainda se tem pela frente.    O "remanejo" que a secretaria da saúde esta promovendo, em principio, é para melhorar a situação em que os próprios atuais gestores do municipio - eleitos por um terço dos votos - colocaram o HMGV e a saúde como um todo.   Se isso vai dar certo? Só experimentando. O problema é experimentar com os recursos publicos, oriundos dos impostos e taxas que todos pagamos para que hajam serviços e obras de qualidade em benefício coletivo.   

Há quem diga que "pior do que tá não fica". É um silogismo. Sim, pode ficar tanto pior do que tá como pode melhorar muito em relação a situação em que foi colocado o hospital.   O importante, é não ter medo do novo e nem, medo dos gestores de plantão, estes passam, os servidores concursados ficam, a população permanece.    

Sorte a todos, os removidos dos serviços do HMGV, os que permanecerão no hospital, sob um novo comando administrativo e de gestão.   Sorte a população que elegeu. votando ou não votando. nestes que ai estão. Em fim: sorte (não obstante, eu ter por mim que sorte não existe. O que existe são consequências das nossas escolhas.)

PS: amanhã, dia 02,  às 19:00h, na Câmara de Vereadores, haverá uma audiência pública, cuja finalidade última, não é aprovar ou não o contrato de gestão firmado entre a prefeitura e uma Organização Social já escolhida para administrar o hospital, mas tomar conhecimento do mesmo.  Independente disso, importante que a população se faça presente.