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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Como se comportará o eleitorado de Estância Velha este ano?

No próximo domingo, dia 05 de outubro, teremos as eleições gerais para presidente da República, governador do estado, para a Câmara e Senado Federal e também para as Assembleias Legislativas estaduais. Não dá para se dizer que sejam as eleições mais importantes desta segunda década do Século XXI, mas não deixa de ser muito disputada tanto a nível federal como estadual.  Desde o advento da reeleição para cargos do Executivo, o RS foi um único estado no Brasil que não reelegeu governador.

No campo da eleição para o Congresso Nacional (Câmara Federal e Senado), de maior ênfase é a disputa para a chamada Câmara Alta, o Senado.  Eleger este ou aquele, para o estado, diretamente soma pouco, embora elegendo este ou aquele, possa somar para a constituição de maioria ou não para o governo federal. No caso da Câmara Federal, normalmente, o que se vê é uma miscelânea de candidatos de diferentes partidos que são eleitos.  Para a Assembléia Legislativa, idem.
Em se tratando de Estância Velha, a votação deste ou daquele candidato a presidente ou governador rendeu pouco ou nada, nos últimos anos em termos de resultado e retorno de recursos ou investimentos diretos.  Para este ano o governo Tarso, anunciou a inclusão no município no programa de saneamento urbano, o que deverá render a partir do próximo ano cerca de R$ 70 milhões em obras para a implantação de uma estação de tratamento de esgoto.

Mas vejamos como foi a votação dos principais candidatos na disputa pelo governo federal e estadual em Estância Velha.  Em 2006, para a presidência da República, Lula concorria a reeleição contra Geraldo Alckimin (PSDB). Este fez, no primeiro turno,  13.899 votos no município contra 7.899 do primeiro.  No segundo turno, o candidato tucano até diminui a votação (13.313) mas ainda assim fez mais votos que Lula, que aumentou a votação (10.616).  Diga-se que a eleição ocorreu dois anos após a reeleição do ex-prefeito Toco (PT) com uma votação extraordinária (82%).  Para o governo do estado, concorria Germano Rigotto (PMDB), a reeleição, Yeda Cruzius (PSDB) e Olívio Dutra (PT). No primeiro turno, Yeda conseguiu 10.922 votos dos estancienses, Olívio, 7.556 e Rigotto, apenas, 3.300.  No segundo turno, Yeda (que se elegeu governadora) alcançou 12.595 votos contra 11.235 de Olívio.  Para o Senado, Miguel Rossetto (PT), conseguiu 8.025 votos e Pedro Simon (PMDB) concorrendo a reeleição alcançou 4.929 dos estanciense e se reelegeu.
Dilma Roussef, tenta a reeleição

Tarso Genro, busca reeleição
Em 2010, Dilma Rousseff (PT), no primeiro turno, fez 12.524 votos em Estância Velha contra 9.751 de José Serra (PSDB). Marina Silva (PV), fez 2.510 votos. No segundo turno, aumentou a votação em menos de 100 votos, chegando a 12.598 votos. José Serra, quase três mil votos, recebendo 12.151 votos dos estancienses. Para o governo do estado,  Tarso Genro (PT) alcançou 14.567 votos em Estância Velha, contra 4.664 da governadora Yeda Cruzius (PSDB) que concorria a reeleição e 4.566 de José Fogaça (PMDB). Assim como em Estância Velha, Tarso se elegeu governador vencendo no primeiro turno.  Para o Senado, Paulo Paim (PT) fez 16.437 votos, Ana Amélia (PP) 13.838, Abigail (PCdoB) 7.336 e Germano Rigotto, 7.075 votos.

Marina Silva e Aécio representa o PSDB
Este ano temos Dilma, concorrendo a reeleição para a presidência da República, Marina Silva, agora pelo PSB/Sustentabilidade, novamente na disputa e, Aécio Neves, ex-governador de Minas, ocupando o espaço pelo PSDB.  No governo do estado, Tarso Genro busca a reeleição, Ana Amélia quer trocar o Senador mais alto cargo do Executivo do estado e o PMDB, correndo por fora, com José Ivo Sartori, ex-prefeito de Caxias. No Senado, se apresenta o jornalista/advogado/ex-comentarista da RBS, Lasier Martins (PDT), o ex-governador Olívio Dutra (PT) e o senador Pedro Simon (PMDB) buscando a sua enésima reeleição para o cargo.
Diante da disputa deste ano, como se comportará o eleitorado de Estância Velha?

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Dilkin notificado por crime eleitoral.


O Alcaide Municipal e a vice, foram notificados para oferecer resposta a denuncia por crime eleitoral cometido durante a eleição de 2012.  O caso envolveu a compra de votos mediante a proposta de beneficiar eleitores com o Programa de Habitação Social. Pelo despacho  do relator junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS), da denuncia apresentada pelo Ministério Público Eleitoral, os argumentos de defesa deveriam ser apresentados num prazo de 15 dias após o réus ser notificado.  O despacho foi expedido dia 4 de setembro.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Redução de despesas com a terceirização do HMGV?

Quando ouço ou leio que a privatização do HMGV vai ajudar a reduzir os custos da prefeitura no que tange a despesa com pessoal, não consigo compreender que conta estão fazendo.  Ora, os servidores lotados no HMGV estão sendo remanejados para outros setores da Saúde.  Alguns, inclusive, estão sendo recontratados pelo ISEV.  Assim, trabalham meio expediente na secretaria de Saúde e cumprem outra carga horária no hospital, onde antes já trabalhavam, só que agora ganhando pelo ISEV (aliás, isso pode?).

Se o ISEV se mantém com repasses da prefeitura – neste primeiro semestre já foram R$ 4,8 milhões – então, a prefeitura esta pagando duas vezes o mesmo servidor.  Outra, se o ISEV esta contratando novos funcionários, esta fazendo isso com os recursos da prefeitura e a prefeitura vai continuar pagando os salários dos servidores que o ISEV não quis mais.  Como isso implicará na redução dos custos com pessoal? Nem a longo prazo, menos ainda a curto prazo. Um paradoxo. De qualquer forma, é um sinuca insolúvel.  O resto é pura falácia e demagogia do Alcaide Municipal.

Ainda, este ano, a prefeitura obrigou a Liga Feminina de Combate ao Câncer a se transferir da casa onde estava situada, alugando outra situada no bairro Floresta.  A justificativa é de que a casa onde ela estava situada na Rua Arthur Leopoldo Ritter, aos fundos do HMGV, foi requisitada pela ISEV para abrir sua área administrativa.  Ou seja, o que antes não era custo para a prefeitura agora é, já que a Liga recebe também recursos da prefeitura para prover suas ações e despesas.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Afeto não se determina por lei

Um filho se orienta, desde os seus primeiros passos, com carinho, com conversa, com exemplo. Não se cria um filho apenas com concessões, ao contrário. 

Às vezes, a conversa, o exemplo, o carinho,  parecem não serem o suficiente para mostrar, para recolocá-lo, no caminho certo a ser seguido.

Às vezes, é necessário um "castigo", cortar algo que lhe é prazeroso (brincar, jogar video-game ou bola), ou, ainda, uma ou duas chineladas, uma ou duas palmadas, no lugar apropriado, podem ser um reforço ao que foi falado, ao que, pelo exemplo, foi mostrado ao filho e este ainda não compreendeu.  Foi assim, que a maioria das pessoas, com mais de 40 anos,  foram criadas.

É certo também, que eram "outros tempos".  Via de regra, apenas um provedor era suficiente à casa, ou seja, apenas o pai trabalhava. Haviam menos coisas a se querer para a manutenção da familia (não havia celular, sequer telefone convencional, TV paga, computador, internet, o trabalho era mais próximo da casa, o apelo consumista parecia ser menor). A vida, olhando daqui para lá, era mais simples. Hoje, pai e mãe trabalham, a convivência de ambos com os filhos diminuiu.  O filho convive mais com a TV, com a Internet, com outras pessoas. Cada um quer ter o que o outro tem ou mais do que o outro tem.  É complicado.

Diante da pressão desta vida corrida, competitiva, consumista, o carinho, a conversa, o exemplo é substituído pelo produto da moda.  Quando não isso, o filho rebela-se e na ausência de outras formas de educação, acabam achando como saida, impor o respeito paterno/materno ao filho pequeno, pela violência, não por uma ou duas palmadas. Dai, a coisa chega num nível que acrescentam uma lei proibindo - e com penas - para quem for denunciado ou pego cometendo tal ação.  É a saída?  É a solução?  Isso vai fazer com que pais ausentes sejam mais presentes?  Vai fazer com que não deem presentes, mas carinho, bons exemplos, presença aos filhos?  Afeto não se determina por lei.

Pais respiram aliviados e mesmo a sociedade aplaude e insiste na necessidade da escola oferecer tempo integral de atenção ao seu filho.  Não, veem nesta proposta de escola a perspectiva de qualificação e ampliação das possibilidades de aprendizagem de seus filhos mas, antes, a oportunidade de legar para alguém, a instituição escola, o cuidado dos seus filhos por um dia inteiro enquanto trabalham.   Melhor ainda se for o governo, se não precisarem pagar a outrem - uma escola particular para isso -, facilita e sobra algum mais para suprir aos filhos os seus quereres e não as suas necessidades.  Não fosse isso, hoje, as famílias cada vez mais são constituídas de forma diferente da de "outros tempos".  Quando não, a familia é composta apenas pela mãe, senão, quem faz as vezes, de mãe e pai, são os pais desses, os avós. Como é difícil hoje ser criança.  Parece que era tão mais fácil, antigamente. Pai era pai, mãe era mãe, avó era avó.  Hoje, pai pode ser a namorada da mãe e mãe o namorado do pai. Já avó continua sendo avó, mas esta mais com a gente do que a mãe ou o pai e não quando vamos visita-la nas férias, como antigamente.  
Quantos hoje ainda dedicam algum tempo apenas para brincar com os filhos?

É um mundo confuso e novo este de hoje. Nele, uma palmada continua sendo uma violência.  Porém, muitas coisas que foram a infância de quem já passou dos 40, para as crianças de hoje, não existe mais como atributo da infância.  Crianças não sabem mais jogar pinica (bolinha de gude). Campinhos de terra ou parca grama, próximo a casa, para se jogar bola desapareceram.  Meninas não tem mais boneca para brincar de casinha, mas uma boneca fashion (isso quando as mães não se dedicam a vesti-las e maquia-las como se jovens mulheres já fossem, mesmo aos 10 anos!).   Um mundo onde o pai não faz mais pandorga e corre pelo meio da lavoura ou da rua, na tentativa de que ela voe e o filho o veja como um engenheiro aeronauta extraordinário.

Um mundo que era pequeno, lá numa cidadezinha do interior, mas que parecia extraordinariamente, sem fim, hoje não tem fronteiras e esta ao alcance de todos cada vez mais enclausurados e "navegantes virtuais".   Um mundo onde a voz do pai, era suficiente para se evitar uma peraltice ou mesmo já um castigo. Um puxão de orelha reconduzia a gente pelo caminho certo.  Este mundo foi trocado pelo de hoje, onde uma palmada é crime, mas não é crime a desatenção, o desamor, a falta de afeto, de carinho, a falta de tempo para simplesmente abraçar e brincar com os filhos.  Talvez o melhor castigo 'corretivo' para um filho, paradoxalmente, nestes tempos "nudernos" seja exatamente, dar-lhe atenção.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Número de eleitores de Estância Velha cresce 43,62% entre 2000 e 2014.

Pesquisando sobre o número de eleitores e resultados eleitorais em Estância Velha, sempre se encontrar dados interessantes.  Os números indicam que, entre a eleição de 2000 (a ultima do século passado), quando o Partido dos Trabalhadores (PT) chegou a prefeitura do Município, com Elivir "Toco" Desiam, até 2014, quando ocorrem as eleições gerais a nivel nacional e estadual, houve um crescimento de 43,62% no eleitorado do município. Em 2000 haviam 22.771 eleitores aptos a votar, em 2014, são 32.704, em Estância Velha, conforme registra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). São 9.933 eleitores a mais num período de 14 anos.

Não obstante este crescimento significativo, o número de eleitores novos registrados de uma eleição para outra vem decrescendo.  Da eleição, primeira de 2000 para a reeleição de Elivir "Toco" Desiam, em 2004 houve um acréscimo de 3.497 eleitores.  Já da eleição primeira do atual prefeito José Waldir Dilkin, para a sua reeleição, em 2012, houve um acrescimo de 2.649 eleitores.  Um descréscimo de 24,24%. 

Entre 2000 e as eleições gerais de 2006, o eleitorado de Estância Velha teve um acréscimo de 5.147 eleitores. Já de 2008 até 2014, houve um acréscimo de 3.722 eleitores na Comarca Eleitoral do município.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Sobre a construção de um novo prédio para a prefeitura de Estância Velha

Estabeleceu-se recentemente um debate em Estância Velha acerca do propósito da Administração Dilkin/Ivete (PSDB/PMDB) de dar inicio a construção de um novo prédio que abrigasse a quase totalidade dos órgãos públicos do municipio.  Enfim, a construção de um Paço Municipal efetivo, visto que o atual é uma herança pronta, antiga e antiquada para as demandas atuais do exercício do Poder Executivo. 

Na esteira desta proposta para fora das portas da prefeitura, aparentemente, não há quem seja favorável a tal investimento.  Os vereadores, a exceção da bancada governista que se resume a vereadora Sônia Brites (PSDB) e ao vereador João Dudu de Godoy (PMDB), não enxergam tal propósito como uma prioridade, diante de outras demandas que julgam mais importantes para a população e o desenvolvimento do município, principalmente, as relacionadas a saúde pública e a infra-estrutura urbana, pautas de reclamações permanentes no Legislativo que reverbera as ansiedades da população.

 Orçamento 2014, aprovado pela Câmara, já consta o projeto da nova prefeitura
Mas no que consiste a proposta do Executivo para a construção de um "centro administrativo"? Primeiramente, para levar a cabo tal intento se faz necessário fazer receita para prover o investimento que, estima-se, seja da ordem de R$ 4,5 milhões. Se for levado a termo o projeto e a obra no exercício do mandato atual, representaria algo em torno de 4,5% do Orçamento Municipal previsto para este ano de R$ 93.776.348,11.

Diga-se, ainda, que esta proposta consta do Programa de Governo aprovado por um terço do eleitorado de Estância Velha, quando reelegeu o atual  Alcaide, para mais um mandato, em 2012. Mais, ao votar e aprovar o orçamento de 2014, em 2013, os vereadores aprovaram também a proposta de construção do "centro administrativo".  Consta na Peça Orçamentária de 2014, na rubrica "Projeto atividade" da Secretaria de Administração: "Construir e/ou Reformar Prédio Administrativo/Obras e instalações com o valor de R$ 900.000,00.

Por outro lado, em 2011, quando da votação do orçamento onde a oposição da época, orçou uma despesa para o Legislativo de R$ 3.612.000,00, o Movimento Transparência apoiou uma emenda ao Orçamento de 2012, retirando parte destes valores propostos para o Legislativo (visto que todos tem origem nos tributos arrecadados pelo Executivo). 

Proposta de emenda ao Orçamento de 2012, não aprovada
É evidente que ao estimar uma despesa acima do que realmente tem para a manutenção do Poder Legislativo, os vereadores querem antes, apenas utilizar dos recursos que "economizaram" da despesa estimada para tentar alguma barganha ou, simplesmente, para demonstrarem a população que são "econômicos" com o discurso de que "a lei permite que o Legislativo gaste até 5% do orçamento do Município, mas nós fomos austeros e gastamos menos, por isso, estamos devolvendo xx ao Executivo com a indicação que aplique em y".      Pura demagogia que nunca se realiza, visto que os recursos são devolvidos no final do ano e só retornam aos cofres da prefeitura para fazer frente ao fechamento de despesas do mesmo exercício e não do exercício seguinte do Executivo.

Assim, faziam no mandato passado, assim continuam fazendo no mandato atual, cujo despesa estimada para este exercicio é de R$ 2.400.00,00 mas que até junho realizaram R$ 623.731,97. Ou seja, ao final deste ano a Mesa Diretora da Câmara anunciará que "economizou" cerca de R$ 1.400.000,00.  Mas, enfim, a ideia daquela proposta (de 2011) era de que fossem alocados em outras rubricas e projetos que se julgava relevantes ao município, dentre estes a de construção de um "centro administrativo". Na época a proposta foi apoiada pelos vereadores Claudio Hansen, Sonia Brites e Rosani Morsch.  Infelizmente, não prosperou, visto que foi derrotada pelo vota da maioria dos vereadores daquele mandato. 

Por fim, a que dizer que é relevante e necessário que Estância Velha, disponha de um efetivo "Centro Administrativo Municipal", onde possam funcionar a maioria dos orgãos que compõe a estrututura administrativa do Executivo.  A proposta de leiloar os imóveis onde atualmente se localizam a prefeitura, a biblioteca e os bombeiros, para fazer "caixa" a ser usado no projeto é uma alternativa inteligente. Por outro lado, é evidente que a construção de tal "obra" quando muito se iniciará neste mandato e, talvez, possa ser concluída em outro mandato.  Quanto a questão das "prioridades", efetivamente, se o leilão dos imóveis oportunizar uma boa receita para o município, não será esta receita que irá fazer com que a atual administração modifique sua politica, por exemplo, de depreciação e desmonte (já efetivado) do sistema municipal de saúde ou que com tais recursos vá resolver todos os problemas de infra-estrutura da cidade, antes oriundos da falta de capacidade gerencial e de gestão do que da falta de recursos.

Pode-se discutir o projeto arquitetônico, a localização do prédio novo e, fundamentalmente, o acompanhamento de todo o processo licitatório e de construção da obra, porém, não a relevância da obra para um município que alcançará, em breve, uma população ao redor de 50 mil almas. Nesse ponto, pessoalmente, como anteriormente já defendi a necessidade de construção de um novo e moderno prédio administrativo municipal, continuo com a mesma ideia e opinião. Sou favorável a proposta, muito embora tenhamos a administração que temos e lembrando, ainda, que foi eleita, democraticamente.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Médica cubana continua sem paradeiro conhecido

Passada mais uma semana, ainda não há informações sobre o paradeiro da médica cubana Yaisel Quintana Almeida, 28 anos, que integrava a equipe dos Programa Mais Médicos de Estância Velha.  À policia, colegas da médica teriam revelado que ela disse que ia "abandonar a missão" e não revelaria o seu paradeiro.  Segundo informou a secretária Meio Expediente da Saúde, do município, aos orgãos de imprensa da região, ela teria sido dispensada para compromissos pessoais em Porto Alegre, e não se reapresentou mais ao trabalho.

O delegado Luis Fernando Nunes da Silva, disse a Zero Hora, que "ela é uma pessoa adulta e tem o direito de ir e vir" e que para a polícia "o caso estava encerrado".  

Já a Policia Federal que também não tem ainda informações do paradeiro da médica, afirmou apenas que ela não deixou o pais.  A PF sequer chegou a abrir uma investigação por que o caso teria sido registrado como "abandono de emprego", pela Secretaria de Saúde de Estância Velha.  Neste caminho, cabe ao Ministério da Saúde apurar o que houve ou desligar a médica do programa e suspender o pagamento da sua remuneração.

Com a desistência da jovem médica, restam agora atuando pelo programa Mais Médicos em Estância Velha, apenas quatro médicos.