Pesquisar este blog

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Algo de muito podre

"Por que você não ficam quietos?"

As denúncias realizada pelos integrantes do PSOL-RS, sobre o governo Yeda, certamente não foram "penas ao vento". Se não tivessem base sólida, não fariam sob pena de cairem no ridiculo e serem processados, pois as denuncias são graves. Já esta questão de "sigilo" imposta pelo Ministério Público sobre o caso do Detran e outros processos contra integrantes do governo Yedá/Feijó (PSDB-DEM), revela apenas que há sob este lixo todo muito mais do que nossa vão inocência possa imaginar.
O fato é que há definitivamente, algo de muito podre sob tudo isso. Triste. Definitivamente, se a primeira mulher a galgar o cargo máximo no estado cair sob o peso e verdade dessas denúncias, fica um enorme desaparo. Eu acreditava que uma mulher pudesse dar outra compasso em todos os aspectos na politica e governo gaúcho. Me enganei? Lembro, do governo Collares. Também fiquei feliz frente a perspectiva de pela primeira vez um negro ser eleito governador. Ledo engano. O governo foi um desastre tal que acabou com o PDT no estado. O próprio Collares concorrendo a deputado federal logo em seguida, entrou com ralos 40 e poucos mil votos.
Será minha sina estas decepções? E ainda, nem comentei, o governo Lula...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Recuo tardio

A campanha forte, mas pouco inteligente dos sindicatos dos servidores do estado, ganhou outro tom. Recuaram para náo perder os dedos. Foram-se os anéis. Poderiam ter mantido a idéia da "face", porém, com uma foto mais elegante da governadora Yeda, não teria o impacto da foto "deformada" que queriam usar. Eu ainda não consegui informações do custo total desta campanha. De qualquer forma sei que ali estão a minha contribuição mensal de sindicalizado do Cpers.

Gosma ética

A atitude da oposição questionando o fato da ministra Dilma Roussef, declarada candidata a presidente avalisada por Lula, estar rodando o país inaugurando obras ou anuncios de obras, é já declarada campanha eleitoral, embora correta, é demagogica e falaciosa. Fernando Henrique fez isso. A politica é feita de hipocrisia e cara-de-pau. É evidente que Dilma faz campanha com dinheiro público e, mesmo Serra, o candidato do PSDB, também faz. É, da ordem politica de um país cujas leis foram feitas e são feitas por aqueles que não as obedecerão. Onde a ética e a moral é um gosma não há o que dizer.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Contas de campanha

O vencedor gastou menos

Outra curiosidade, a prestação de contas da campanha dos candidatos a prefeito de Estância Velha relativo as eleições de 2008.

Waldir Dilkin (PSDB) - prefeito eleito: fez uma previsão de gastos de R$ 20 mil. Declarou que arrecadou R$ 9.100,00 e gastou R$ 9.715,32.

Euclides Tisian (PT) - derrotado: fez uma previsão de gastos de R$ 150 mil. Declarou que arrecadou R$ 47.190,00 e gastou R$ 51.096,10.

Jorge Machado (PCdoB) - derrotado: estimou que gastaria R$ 500 mil. Declarou que arrecadou R$ 90.519.26 e gastou para perder a campanha, R$ 97.930,76.

*Os números são totais da primeira e segunda prestação parcial de contas que constam no site do TRE-rs.

Alguém acredita nestes números? Certamente os eleitores de Estância Velha não. Só a Justiça acredita. Este negócio de prestação de contas eleitoral é uma farsa.

Declarações insuficientes

Por curiosidade, tendo em vista o "caso Castelo de Deputado Federal Edmar" não declarado, fui atrás das declarações de bens e renda dos candidatos na ultima eleição de Estância Velha. Encontrei isso:

O vereador mais votado, Claudio Hansen (PSB), declarou não possuir nenhum bem a Justiça Eleitoral.
O vice-prefeito eleito, Sergio Schuh (PMDB), declarou possuir apenas uma casa no valor de R$ 80 mil.

Interessante as declarações, considerando o fato de que Claudio já foi duas vezes vereador e era vice-prefeito na administração passada e sempre circulou com um veículo e tem casa própria no bairro Rincão dos Ilhéus e, alguns terrenos. Já Sérgio Schuh, é dito proprietário do Mercado Market, localizado no Rincão dos Ilhéus.

Ou a declaração de bens prestados a Justiça Eleitoral é totalmente falha, nao tem a mínima validade ou pode-se considerar que foram falseadas, o que se configura num crime eleitoral. A declaração dos candidatos é para se verificar se, ao final do mandato, tiveram algum crescimento substancial da renda para além dos ganhos remuneratórios do cargo. Pelo visto a exigência e as declarações são fantasiosas.

sábado, 14 de fevereiro de 2009


Liberdade de expressão

Esta em debate neste mês de fevereiro, entre o carnaval (que a grande maioria acompanha apenas pela TV) e a notícias da crise econômica mundial, cujos reflexos se fazem sentir fortemente no Brasil e no Rio Grande do Sul, a campanha dos sindicatos dos servidores públicos, puxados pelo Cpers-Sindicato, de critica-denúncia, forte e virulenta, contra o governo Yeda/Feijó (PSDB-DEM). Sou professor, sindicalizado. Sobre a campanha não fui consultado. Mas durante o movimento grevista do ano passado a direção do Cpers, sugeriu que, ao final da greve, a categoria continuaria no cangote do governo.
A propósito da polêmica criada em torno da campanha vejo, na critica a ela, nuances fortes de autoritarismo. Somos um país democrático, é livre a manifestação de opinião. Ao espelhar em outdoor a frase “Esta é a face da corrupção”, “da destruição”, e outros adjetivos qualificativos, do ponto de vista dos sindicatos, como cidadãos se esta exercendo o livre direito da expressão de opinião, de idéias. Um governo que foi sacudido por escândalos como o do Detran, da “confissão Bussatto”, que não tem apresentado ações consistentes na área da segurança, saúde, habitação, infra-estrutura, do ponto de vista de quem a ele se opõe, merece ser criticado por aqueles que a ele se opõe.
Independente da campanha dos sindicatos ser “forte” ela é ínfima diante do poderio da propaganda governamental feito com dinheiro público. Nesta esfera o governo apresenta suas “realizações” com carregada carga de maquiagem sem que o cidadão possa interpor uma critica com a mesma força por que não dispõe de recursos financeiros, nem de marketing, como o governo dispõe. Não estou falando aqui apenas dos recursos midiáticos utilizados pelo governo Yeda, mas também pelas esferas federal e municipal de governo.
Achar que a campanha desenvolvida pelos sindicatos questionando, criticando o governo estadual atual é ofensiva é um contra-senso. É certo que não foi de bom-tom a utilização de uma foto que não corresponde com a estética facial da governadora Yeda Crusius. Embora sendo agentes político e públicos, se esteja sujeito a que se capturem feições de pouco gosto estético quando se esta em público, seria mais inteligente, creio eu, utilizar uma foto da governadora no esplendor de um belo sorriso ou da clareza dos seus olhos (sem falsa ironia, aqui). Assim os outdoors não ficariam tão carregados expressando um certo rancor contra a governadora e não a critica contra o seu governo.
Há, ainda, na defesa que o governo faz de si e na critica contra a campanha urdida pelos sindicatos, a idéia de ser esta uma iniciativa de cunho político-eleitoral. Ora, todas as ações no contexto da vida social e publica tem sempre caráter político. Eleitoral já leva em conta que o processo da luta pelo poder começa tão logo tome posse o governante de plantão eleito. Cada grupo que acha suas idéias e projetos melhores do que aquelas de quem esta no poder sempre estará agindo tentando dar volume maior as falhas do outro. É certo também que as entidades sindicais de servidores públicos ou de trabalhadores privados sempre teve coloração político-partidária. Tudo isso faz parte da democracia. Fosse num outro regime de governo isso estaria escamoteado quando não, nem existiria.
Julgar a campanha dos sindicatos ofensiva ao governo não cabe ao governo fazer isso. Cabe a população. O Ministério Público que já interveio como se não houvessem outros fatos mais importantes a ação desta importante instituição de defesa da cidadania para fazer. Quero ver a campanha toda nas ruas. O governo vai utilizar dos recursos públicos para fazer sua publicidade rebatendo. O povo faça o julgamento. Se tudo o que a campanha busca expressar não for verdade, por que temer e impedir que ela aconteça? Eu ainda defendo a livre manifestação do cidadão, tanto contra o governo como contra aqueles que criticam o governo. Não concordo que se impeça tanto um como o outro de fazê-lo.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O que vai pelo ralo


"O custo anual da corrupção é de R$ 380 Bilhões esse valor equivale a R$ 722.983,25 por minuto ou ainda R$ 12.049,72/seg." (Fonte Revista Exame de 20/7/2005)-


"21% das empresas aceitam o pagamento de subornos para conseguir favores" (Fontes citadas pela Revista Exame de 20/7/2005: Marcos Fernandes/FGV e Transparência Brasil)


"25% das companhias têm despesas de até 10% de suas receitas com subornos"(Fontes citadas pela Revista Exame de 20/7/2005: Marcos Fernandes/FGV e Transparência Brasil)


"70% das empresas gastam até 3% do faturamento anual com propinas" (Fontes citadas pela Revista Exame de 20/7/2005: Marcos Fernandes/FGV e Transparência Brasil)


"87% relatam que a cobrança de propina ocorre com alta freqüência"(Fontes citadas pela Revista Exame de 20/7/2005: Marcos Fernandes/FGV e Transparência Brasil)


"96% dizem que a corrupção é um obstáculo importante para o desenvolvimento" (Fontes citadas pela Revista Exame de 20/7/2005: Marcos Fernandes/FGV e Transparência Brasil)