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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Pressão popular faz vereadores recuarem em Novo Hamburgo

Depois de terem rejeitado o projeto que fixava em 14 o numero de vereadores na primeira votação a cerca de 20 dias, os vereadores de Novo Hamburgo, tiveram mais tempo para sentir o desprezo popular pela idéia de aumentar em mais 7 o numero de vagas no Legislativo (iria para 21 vereadores).  Hoje a tarde, por unânimidade voltaram atrás, na decisão validando a proposta - que tinha o apoio popular - manter os atuais 14 cargos de vereadores.   A Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, gastou em 2010, R$ 6.276.663,06.   Para 2011, o orçamento do Legislativo prevê um gasto de R$ 9.600.000,00.  Deste valor, até agosto já gastou R$ 5.292.334,81.  Por este gasto é de se estimar que encerrará o ano realizando  em torno de R$ 8 milhões da despesa prevista.

Considerando o gasto de manutenção do Legislativo de Novo Hamburgo previsto para este ano com 14 vereadores, é de se estimar que o fato, de ter rejeitado criar mais 7 cargos de vereadores, proporcionará uma economia para o Erário Publico hamburguense de cerca de R$ 4 milhões, po ano.  O valor considera que não sao apenas 7 vereadores a mais, mas também despesas gerais da Câmara, mais assessores e logo mais funcionarios. Ou seja, Novo Hamburgo economizou com isso recurso suficiente para construir uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por ano ou, pelos menos, 4 unidade de Saude da Família.

 A decisão dos vereadores só se deu devido a pressão e repercussão popular.  O Movimento Mobiliza Novo Hamburgo, recolheu 10 mil assinaturas contrária ao aumento de vereadores.     Tomara que o movimento da população no controle social do Legislativo e também do Executivo, não pare.  Há muito que continuar acompanhando, fiscalizando, pressionando.  Tanto em Novo Hamburgo como em Estância Velha, onde a movimentação da população na região foi pioneira.

sábado, 1 de outubro de 2011

Direita e sua mídia são contra o SUS

Por Messias Pontes

O Sistema Único de Saúde – SUS - universalizou a saúde no Brasil, atingindo 190 milhões de brasileiros, enquanto a saúde privada cobre apenas 25% da população e é muito cara e já não presta o mesmo serviço de dez anos atrás. Apesar das deficiências, o SUS é o maior e melhor sistema de saúde do mundo, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Quando ministro da Saúde do desgoverno neoliberal tucano-pefelista do Coisa Ruim (FHC), o médico cardiologista Adib Jatene propôs a criação de um tributo exclusivo para a saúde no País. Surgiu então o IPMF com alíquota de 0,25% sobre toda movimentação financeira, sendo substituída pela CPMF – Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira que o Coisa Ruim aumentou para 0,38%, destinando parte para outras rubricas. Por não aceitar que parte substancial da receita da CPMF fosse destinada à Previdência Social e ao pagamento de juros da dívida, Adib Jatene deixou o Ministério da Saúde e denunciou a falta de compromisso para com a saúde pública.

Sob a presidente Luiz Inácio Lula da Silva os recursos da CPMF continuaram sendo desviados totalmente da saúde, e somente com a iminência de não ser prorrogada é que Lula propôs que 100% da CPMF fossem destinados à saúde pública e deixasse de ser incidida sob qualquer valor para incidir sobre valores superiores a R$ 3.691,00, portanto superior ao teto da Seguridade Social, atingindo tão-somente 5% da população economicamente ativa.

Como o demotucanato e afins (PPS) e sua velha mídia conservadora, venal e golpista faziam – e continuam a fazer com a presidenta Dilma Rousseff – oposição não ao presidente Lula mas ao povo, a CPMF não foi prorrogada, deixando o País de arrecadar a preço de hoje R$ 56 bilhões, cabendo ao estado do Ceará R$ 1,5 bilhão por ano, recursos suficientes para cobrir o custeio com a saúde pública.

Não é preciso dizer que se fosse um neoliberal tucano o presidente da República, com certeza o demotucanato teria votado a favor da sua prorrogação. Os então prefeitos e governadores tucanos queriam a prorrogação do tributo, porém os parlamentares do PSDB, do Demo, do PPS e da banda podre do PMDB, tendo no comando da tropa de choque os senadores tucanos Tasso Jereissati e Arthur Virgílio Neto, comprometidos somente com as elites econômicas das quais fazem parte, e com os maiores sonegadores deste País, conseguiram impedir a prorrogação da contribuição exclusiva para a saúde pública. Nas eleições do ano passado os cearenses e amazonenses mandaram os dois para casa cuidar dos netos.

Hoje, dente 193 países, o Brasil ocupa a vergonhosa 72ª posição no ranking da OMS em investimento em saúde pública, ficando atrás da Argentina, do Uruguai e do Chile, mesmo tendo o Brasil a economia mais pujante da América do Sul.

A CPMF precisa retornar para garantir que os 190 milhões de brasileiros tenham acesso à saúde pública de qualidade e, principalmente, para evitar a sonegação, já que ela é o principal instrumento de combate à sonegação e à lavagem de dinheiro, notadamente dos narcotraficantes, dos bicheiros e de outras atividades ilícitas. No Brasil, de cada real pago de imposto, três reais são sonegados. Para se ter uma ideia dessa aberração, dos 100 maiores contribuintes da CPMF, 60 não declaravam imposto de renda.

Após a derrubada da CPMF, o ex-ministro Adib Jatene encontrou-se com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, na entrada de um shopping center da capital paulista e foi ríspido com ele: “Vocês são contra a CPMF porque com ela vocês não podem sonegar. Por que você não são contra a COFINS que tem uma alíquota dez vezes maior? Vocês não são contra a COFINS porque esta vocês sonegam”, enfatizou Jatene.

Os grandes sonegadores, os colonistas e demais jornalistas amestrados repetem à exaustão que “a sociedade não aceita aumentar a carga tributária”. Por acaso essa gente tem procuração de 95% da população brasileira para falar em seu nome? São, na realidade, mentirosos, enganadores e hipócritas que usam a velha mídia para iludir e manipular os próprios usuários do SUS com a falsa afirmativa de que todos perdem com a CPMF.

A grande verdade é que nenhum produto ou serviço diminuiu um centavo sequer com o fim da CPMF. Chega de hipocrisia! Abaixo a sonegação!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Realização orçamentária

O Portal Transparência da prefeitura  de Estância Velha,  indica que até meados de setembro, o Erário Publico, arrecadou R$ 55.067.278,04, de uma receita estimada – conforme orçamento aprovado para 2011 – de R$ 71.850.000,00.  Ou seja, o valor até agora arrecadado corresponde a 76,64% do estimado.  De qualquer forma, dividindo-se o total da receita realizada até agora, pode-se projetar, pelo que falta realizar nos próximos três meses restantes, que o orçamento municipal encerrará o ano com uma receita na casa dos R$ 78 milhões ( 9% acima da estimativa de receita). Já a despesa realizada até agora, fechou em R$ 46.049.404,40.  O que leva a projetar uma despesa  total no ano de R$ 70 milhões. Ou seja,  pelos números lançados pela administração, a prefeitura pode fechar o ano com um superávit financeiro de R$ 8 milhões.  Será isso?

Já a despesa com saúde do município, até meados de setembro, alcançou um total de R$ 11.556.653,00, o que leva a projetar que encerrará o ano, num valor total de R$ 16,3 milhões.  Considerando que o município atinja a receita total no ano, conforme projetei a partir do que já realizou até aqui, isso significaria, em torno de 21%, do orçamento de Estância Velha, dispendido apenas com a rubrica saúde.  Na área da educação o valor já investido até setembro, alcançou R$ 15.307.641,00.  Valor este que, na mesma projeção corresponderia, ao final do ano a 27% da receita total.  

Já o Poder Legislativo, que imbuiu-se de alguma "austeridade", até meados de setembro, consumiu R$ 1.018.935,00, das receitas do município. Por este valor, pode-se projetar que vá realizar uma despesa total este ano ao redor de R$ 1,5 milhão.  Com isso, restará para a foto de repasse do "economizado" ao final do ano, valor igual, haja visto que o Legislativo estimou para o orçamento vigente, uma despesa de R$ 3,5 milhões.   É claro que tal "economia" só se fará realizar se a aventura da "obra" do "anexo cultural", não se iniciar este ano.  O que parece pouco provável.  Acho que desceu o "espirito santo" da probidade administrativa sobre a iluminada cabeça dos nossos edis fazendo com que, o presidente Tomé Foscarini, de olho na reeleição ou, até mesmo numa candidatura majoritária (por que não?) abandone esta idéia que de nenhum modo agrada a população.  Se fizer isso, renunciar a esta idéia, é bem possivel que reconquiste a consideração que tanto o eleitorado que votou nele tinha por ele e, mais, a admiração de novos eleitores.   Vamos ver.
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sábado, 24 de setembro de 2011

Professores

 

Sobre um novo direito dos professores

Por Ionara Soveral Scalabrin e Leandro Gaspar Scalabrin (*)
Marco Aurélio Weissheimer - Sep 13th, 2011

Desde 24 de agosto de 2011, os professores têm direito a trabalhar, no mínimo, um terço de sua jornada de trabalho sem a presença dos educandos. Este tempo pode ser destinado para preparar aulas, corrigir provas e trabalhos, realizar pesquisas e leituras, participar de atividades de formação pedagógica. Tratam-se das chamadas “atividades extraclasse” ou “horas-atividade” e significam seis horas e vinte minutos semanais, para a jornada de 20 horas, e doze horas e quarenta minutos semanais para a de 40 horas.

Os professores da rede pública (federal, estadual ou municipal) da educação básica (educação infantil, ensino fundamental e médio) são os titulares deste novo direito, sejam contratados ou concursados, de área ou do currículo por atividade, unidocentes ou não, e também os que atuam na gestão escolar, nas atividades de direção ou administração, planejamento, inspeção, supervisão, coordenação e orientação educacionais.

A lei federal 11.738, de 16 de julho de 2008, criou este novo direito (artigo 2º, parágrafo 4o). Todavia, entre 30 de abril de 2009 e 24 de agosto de 2011, a eficácia do mesmo esteve suspensa por força de decisão cautelar proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta última data, porém, foi publicada nova decisão do STF, que restabeleceu a validade da lei e na qual o Tribunal reconheceu que “é constitucional a norma geral federal que reserva o percentual mínimo de 1/3 da carga horária dos docentes da educação básica para dedicação às atividades extraclasse” (ADI 4.167/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgada em 06/04/2011).

Em nosso país, ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da lei, conforme garante nossa Constituição Federal (art. 5º, inciso II), de modo que aos professores está colocado um desafio. Desde 24 de agosto, cada um deles pode, em virtude da lei, a partir de sua livre iniciativa e sem necessidade de esperar pelo diretor da escola, pela secretaria de educação, pelo governo ou pelo Estado, trabalhar no mínimo um terço de sua carga horária sem alunos. A efetivação deste direito difere bastante da questão do piso nacional do magistério criado pela mesma lei 11.738 e que depende da ação do Estado para ser implantado.

A eficácia de uma lei possui um carácter sociológico indiscutível, a ponto de poder afirmar-se que as leis efetivas são as leis obedecidas. Professores: não é chegado o momento de fazerem uma campanha nacional de obediência civil? Quem pode cometer o previsto na lei? Devem ou não obedecê-la? Eis a questão, haja vista que ninguém pode ser punido por cumprir uma lei.

(*) Ionara Soveral Scalabrin é pedagoga, mestranda em Educação (Universidade de Passo Fundo). E-mail: io@via-rs.net.
(*) Leandro Gaspar Scalabrin é advogado, membro da Comissão de Direitos Humanos de Passo Fundo (RS). E-mail: leandroscalabrin@via-rs.net

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Atrasos e contradições

Professores municipais começam a se movimentar em Estãncia Velha, tendo com pauta reajuste no piso básico da categoria, hoje ao redor de R$ 650 para 24h. Querem uma reclassificação nos moldes oferecido pela Administração Municipal a alguns cargos de nivel 1 e 2, que obtiveram mais de 40% de reajuste.

Em outra ponta, prestadores de serviços a prefeitura na area da saúde, reclamam do atraso no pagamento.  Esta semana, médicos terceirizados atraves da empresa Allmed - Serviços Médicos Ltda, se recusaram a continuar atendendo sob a alegação de que o pagamento pelos serviços médicos estariam com dois meses de atraso.  A empresa Allmed alega que a prefeitura não estaria em dia com o pagamento das horas contratadas.

A alegação da prefeitura seria da redução da receita e, também atraso nos repasse de recursos relacionados a saúde.  É algo contraditório, pois contudo isso o projeto de reclassificação dos niveis 1 e 2, onde se incluem os Agentes Comunitários de Saude e Atendente de Consultorio Dentario - cerca de 55 cargos - existentes no município, não só reduziu a carga horario destes cargos como mudou o piso básico da categoria de R$ 650 para R$ 1.000,00. Um reajuste de mais de 53%, que representará um incremento anual ao redor de R$ 250 mil/ano, nas despesas com pessoal na saúde. Se há atraso nos repasses e redução nas receitas, como prover esta situação? Será que se esta construindo uma justificativa para extinguir equipes de Estratégia de Saude da Familia?  Ou será que há lastro para reajustes mais substanciais não apenas a categoria de servidores da saúde com de outros setores da administração?

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Vereadores de Novo Hamburgo traem o povo e rejeitam proposta popular

População ocupou a Câmara mas vereadores não recuaram
A partir da próxima legislatura Novo Hamburgo passará a ter 21 veredores, sete a mais do que os 14 atuais. Nesta quinta-feira, votação de projeto de emenda à Lei Orgânica, foi rejeitado o projeto que fixa em 14 parlamentares. A votação teve oito votos favoráveis ao texto, mas eram necessários dez, por se tratar de alteração na Lei Orgânica. A votação em segundo turno ocorre no dia 4 de outubro.
A população ocupou mais da metade dos lugares reservados ao público no plenário. Muitos carregaram faixas e bandeiras do Brasil. A segurança da Câmara foi reforçada, mas não foi limitada a entrada do público.
Os votos
Votaram pela mautenção da composição com 14 vereadores:
Alex Rönnau (PT)
Betinho Koch (PT)
Carmem Ries (PT)
Jesus Martins (PTB)
Leonardo Hoff (PP)
Matias Martins (PT)
Raul Cassel (PMDB)
Serjão Hanich (PMDB)
Traiaram o povo e votaram contra a alteração da Lei Orgânica e o consequente inchaço de 50%:
Gerson Peteffi (PSDB)
Carlinhos Schenlrte (PMDB)
Ito Luciano (PMDB)
Pedrinho de Oliveira (PDT)
Ricardo Ritter (PDT)
Volnei Campagnoni (PCdoB)
Troca
Vereador Antônio Lucas, do PDT, fugiu da raia, pediu licença do cargo por cinco dias. Quem ocupou o lugar dele foi o vereador Pedrinho Oliveira, sétimo suplente.
A Lei
Em 2009, o Congresso Nacional aprovou emenda que determina um numero máximo de vereadores de acordo com cada município. A emenda foi proposta pelo ex-deputado federal e candidato a vice-governador no ultima eleição, Pompeo de Matos, do PDT.  Novo Hamburgo pode ter até 21. A lei estabelece o limite de vagas, mas não exige que as câmaras tenham de preenchê-las completamente.

Custos: com mais 7 vereadores, o Legislativo de Novo Hamburgo, consumirá do bolso dos contribuintes,  nos próximos quatro anos, cerca de R$ 4.800.000,00.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Câmara de Novo Hamburgo vota projeto que mantêm nº de 14 vereadores.

Nesta quinta-feira, dia 15, os vereadores de Novo Hamburgo votam em primeiro turno a emenda à Lei Orgânica que fixa em 14 o número de vagas no legislativo hamburguense. Para ser aprovado o projeto precisa de dois terços dos votos, em duas Sessões Ordinárias, o que corresponde a nove vereadores em cada sessão. A primeira votação acontece à tarde no plenário da Câmara de Vereadores, que fica na Rua Almirante Barroso, 261. A presença dos cidadãos favoráveis ao projeto pode servir como mais um argumento para que os vereadores respeitem a opinião de grande parte da comunidade, que já protocolou na Câmara a entrega de 10 mil assinaturas favoráveis ao projeto. O segundo turno da proposta será apreciado no dia 27 de setembro.